Orientação de Pais


É comum que pais e filhos apresentem conflitos: possuem expectativas e desejos diferentes com relação uns aos outros. Os pais às vezes não sabem como lidar com esses conflitos de expectativas e, em sua tentativa de executar soluções lógicas, podem produzir mais problemas do que benefícios. Uma das causas disso é porque o comportamento não é tão lógico quanto gostaríamos.

O trabalho do psicólogo com pais e filhos em dificuldades de relacionamentos não é apenas resolução de conflitos. Grande parte do trabalho é ensinar aos pais sobre análise do comportamento, uma estratégia mais produtiva do que simplesmente apontar soluções. Em certa medida, as estratégias adotadas pelos analistas do comportamento podem ser comparadas às vistas no programa SuperNanny.

No entanto, o trabalho vai mais longe. O treino de pais envolve um ensino detalhado de como resolver problemas que podem a acontecer e a prevenir seu acontecimento. Para tanto, é necessária uma observação de como os pais se relacionam com a criança e, a partir daí, é feito um planejamento de ensino e intervenção. Os resultados podem ser muito rápidos e duradouros.

Uma boa relação familiar traz benefícios não só para as crianças, mas também para os pais. Em uma família harmônica, o tempo de convívio traz prazer e alívio da pressão do trabalho. As crianças, por sua vez, são beneficiadas a curto e a longo prazo. Uma infância saudável é traduzida em um adulto íntegro e auto-confiante.

Por: Robson Brino Faggiani - Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP) e Mestrado em Psicologia Experimental (USP). Atualmente, está realizando doutorado na Universidade de São Paulo

Campanha Tô Atento - Vídeo cartilha para meninas

Vídeo Cartilha elaborado pela equipe da Campánha Tô Atento para meninas entre 4 e 10 anos.
A Campanha Tô Atento atua na prevenção do abuso sexual infanto juvenil.



Espalhe essa ideia e ajude a prevenir este mal!

Reflexão

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para faze-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver.


Larissa

Autismo – um breve histórico.


“… Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos…” (citação retirada do Manual de Treinamento ABA – Help us learn – Ajude-nos a aprender.)
Esta frase pode ser utilizada para compreender a maneira de uma criança portadora do Transtorno de Espectro Autista pensar, sentir e se comportar. Muitos dizem realmente que o autista constrói para sí uma realidade paralela, alheia a nossa, e por viver “lá dentro” não consegue se comunicar com os outros que vivem no mundo “real”. Será verdade? Vamos resumir aqui um pouco da história do diagnóstico de autismo a partir do texto Abordagem Comportamental do Autismo, de autoria de Alexandre Costa e Silva, diretor de relações públicas da Associação Brasileira de Autismo.

Breve Histórico.
A palavra “autismo” deriva do grego “autos”, que significa “voltar-se para sí mesmo”. A primeira pessoa a utilizá-la foi o psiquiatra austríaco Eugen Bleuler para se referir a um dos critérios adotados em sua época para a realização de um diagnóstico de Esquizofrenia. Estes critérios, os quais ficaram conhecidos como “os quatro ‘A’s de Bleuler, são: alucinações, afeto desorganizado, incongruência e autismo. A palavra referia-se a tendência do esquizofrênico de “ensimesmar-se”, tornando-se alheio ao mundo social – fechando-se em seu mundo, como até hoje se acredita sobre o comportamento autista.

Em 1943 o psicólogo norte americano Leo Kanner estudou com mais atenção 11 pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. Observou neles, o autismo como característica mais marcante; neste momento, teve origem a expressão “Distúrbio Autístico do Contato Afetivo” para se referir a estas crianças. O psicólogo chegou a dizer que as crianças autistas já nasciam assim, dado o fato de que o aparecimento da síndrome era muito precoce. A medida em que foi tendo contato com os pais destas crianças ele foi mudando de opinião. Começou a observar que os pais destas crianças estabeleciam um contato afetivo muito frio com elas, desenvolvendo então o termo “mãe geladeira” para referir-se as mães de autistas, que com seu jeito frio e distante de se relacionar com os filhos promoveu neles uma hostilidade inconsciente a qual seria direcionada para situações de demanda social.

As hipóteses de Kanner tiveram forte influência no referencial psicanalítico da síndrome que pressupunha uma causa emocional ou psicológica para o fenômeno, a qual teve como seus principais precursores os psicanalistas Bruno Bettelheim e Francis Tustin.

Bettelheim, em sua terapêutica, incitava as crianças a baterem, xingarem e morderem em uma estátua que, pelo menos para ele, simbolizava a mãe delas. Tustin, por outro lado, acreditava em uma fase autística do desenvolvimento normal, na qual a criança ainda não tinha aprendido comportamentos sociais e era chamada por ela de fase do afeto materno, funcionando como uma ponte entre este estado e a vida social. Se a mãe fosse fria e suprimisse este afeto, a criança não conseguiria atravessar esta ponte e entrar na vida social normal, ficando presa na fase autística do desenvolvimento. Em 1960, no entanto, a psicanalista publica um artigo no qual desfaz a idéia da fase autística do desenvolvimento.

Naquela época a busca pelo tratamento psicanalítico era muito intensa. Muitas vezes as crianças passavam por sessões diárias, inclusive no domingo. O preço pago era muito alto. Muitas famílias vendiam seus bens na esperança de que aquele método as ajudasse a corrigir o erro que haviam cometido na criação de seus filhos.

Com o advento da década do cérebro, no entanto, estas idéias começaram a ser deixadas de lado – além de não estarem satisfazendo as expectativas dos pais. A partir de 1980 foram surgindo novas tecnologias de estudo, as quais permitiam investigação mais minuciosa do funcionamento do cérebro da pessoa com exames como tomografia por emissão de pósitrons ou ressonância magnética. Doenças que anteriormente eram estudadas apenas a partir de uma perspectiva psicodinâmica passaram a ser estudadas de maneiras mais cuidadosas, deixando de lado o cogito cartesiano.

Já na década de 60 o psicólogo Ivar Lovaas e seus métodos analítico comportamentais começaram a ganhar espaço no tratamento da síndrome. Seus resultados apresentavam-se de maneira mais efetiva do que as tradicionais terapias psicodinâmicas. E já naquela época as psicologias comportamentais sofriam forte preconceito por parte dos psicólogos de outras abordagens. Durante as décadas de 60 e 70 os psicólogos comportamentais eram consultados quase que apenas depois que todas as outras possibilidades haviam se esgotado e o comportamento do autista tornava-se insuportável para os pais e muito danoso para a criança.

E como o autismo é visto hoje?

É característico do autista apresentar alguns déficits e excessos comportamentais em diversas áreas, conforme melhor explicado adiante. O grau de comprometimento destes déficits podem variar de uma criança para outra e na mesma criança ao longo do tempo. Por este motivo, a expressão Transtorno do Espectro Autista tem sido mais utilizada em detrimento da palavra Autista.

Manuais diagnósticos como o DSM – IV TR e o CID – 10 caracterizam o autismo como um transtorno pervasivo do desenvolvimento no qual existe comprometimento severo em áreas como: diminuição do contato ocular; dificuldade de mostrar, pegar ou usar objetos; padrões repetitivos e esteriotipados de comportamento; agitação ou torção das mãos ou dedos, movimentos corporais complexos; atraso ou ausência total da fala. A National Society for autistic children o encara como um distúrbio do desenvolvimento que se manifesta de forma incapacitante por toda a vida, aparecendo tipicamente nos três primeiros anos de vida. Define como critérios para diagnóstico do autismo o precoce comprometimento na esfera social e de comunicação.

Este Transtorno Invasivo do Desenvolvimento acomete apenas cinco entre cada dez mil nascidos, ocorre em famílias de todas as configurações raciais, étnicas ou sociais. Gauderer (1993) afirma que maioria das crianças com diagnóstico do Transtorno de Espectro Autista tem fisionomia normal, e sua expressão séria pode passar a idéia, geralmente errada, de inteligência extremada. Apesar da estrutura facial normal, no entanto, estão quase sempre ausentes a expressividade das emoções e receptividade presentes na criança com desenvolvimento típico.

Nem sempre o autismo está associado a deficiência mental. Às vezes ele ocorre em crianças com inteligência classificada como normal. O chamado “déficit intelectual” é mais intenso nas habilidades verbais e menos evidente em habilidades viso-espaciais. É muito comum, no entanto, crianças com este diagnóstico apresentarem desempenho além do normal em tarefas que exigem apenas atividades mecânicas ou memorização, ao contrário das tarefas nas quais é exigido algum tipo de abstração, conceituação, sequenciação ou sentido.

Incidência

Existem várias definições e critérios diagnósticos diferentes do que vem a ser o autismo. Em decorrência disto, é difícil traçar um nível de incidência confiável, pois conforme variam as definições e critérios diagnósticos, variam também a quantidade de pessoas diagnosticadas. Os índices mais aceitos e divulgados, no entanto, trazem uma média de 5 a 15 casos em cada 10 000 pessoas. Pesquisas epidemiológicas utilizando o DSM – III-R identificam o dobro deste numero. Quando os criterios medicos são deixados de lado em detrimento dos educacionais, a média aumenta para 21 casos em cada 10 000 pessoas. Quando a síndrome é mais rigorosamente classificada e diagnosticada, entretanto, encontra-se uma prevalência de 2 casos para cada 10 000 pessoas.

Independentemente de qual critério diagnostico seja adotado, sabe-se que pessoas do sexo masculino são em geral mais atingidas. De acordo com o DSM – IV, ele ocorre três ou quatro vezes mais em meninos do que em meninas. Estas, no entanto, tendem a apresentar limitacões mais severas.

Algumas hipóteses etiológicas

Embora diversos tipos de alterações neurológicas e/ou genéticas tenham sido descritas como prováveis etiologias do autismo, não há nada comprovado ainda. O transtorno pode estar diretamente associado a problemas cromossômicos, genéticos, metabólicos, e até mesmo doenças transmitidas ou adquiridas durante a gestação, durante e após o parto. A dificuldade em elaborar um diagnóstico de autismo é grande, quando se pensa que diversas síndromes possuem sintomatologia semelhante.

Uma quantidade de 75 a 80% das crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista apresenta algum tipo de retardo mental, o qual pode estar associado a inúmeros fatores biológicos.

Alguns autores, como Gauderer afirmam que algumas alterações encefálicas em fases críticas do desenvolvimento embrionário podem dar origem a algum tipo de transtorno que se enquadre no diagnóstico de transtorno do espectro autista, mas os exames clínicos que vem sendo realizados não demonstram correlação significativo entre estas alterações e o transtorno.

Este texto trata-se de um resumo discutido do artigo Abordagem Comportamental do Autismo, de autoria de Alexandre Costa e Silva.

Por: Neto - Psicólogo Clínico e Empresarial, especializando em Terapia Comportamental pelo Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento

Fonte: Psicologia e Ciencia

Reflexão

"... Emoção não se refere a um estado do organismo e sim a uma alteração na predisposição para a ação"

Skinner e Holland, apud. Borges e Cassas, 2011

O uso da Punição como agente educador


Geralmente a tarefa de ser pai ou mãe é realmente muito ardua e trabalhosa, mas sempre muito recompensadora.

Os pais tendem a ficar muito angustiados com comportamentos que seus filhos apresentam, especialmente quando esses comportamento produzem algum tipo de problema. Esta conduta comumente é chamada pelo senso comum de disfuncional; e os comportamentos causadores do problema, de inadequados – pois são diferentes dos quais os parentes da criança julgam corretos. Os pais, por não conseguirem lidar com o problema, acabam agindo de forma bem intencionada; mas que não vai ter o efeito desejado; e pior, trazem mais consequências desagradaveis para o lar.

Talvez o questionamento mais frequente que os pais fazem aos Psicólogos e Educadores seja sobre o ato de punir. Até que ponto uma palmada ou bronca fazem efeito quando aplicada em uma criança tida como desobediente (por exemplo).

Bem, por definição, o ato de punir significa uma ação no ambiente que tem como propriedade a interrupção imediata do comportamento inadequado, como gritar em um lugar público por exemplo. Muitas vezes, para acabar com uma birra ou comportamento inadequado de qualquer ordem, os pais recorrem a punição como única alternativa. Existem, porém, várias outras formas de educar sem que se faça uso da punição.

Existem dois tipos de processo punitivo. O primeiro é a punição positiva; que, diferentemente do que o nome parece sugerir, ela não tem nada de legal. A punição positiva é assim descrita, por que adiciona um estimulo aversivo no ambiente que interrompe imediatamente o comportamento inadequado da criança ou seja, é uma ação do pai/mãe/responsável que faz com que a criança pare de se comportar inadequadamente na mesmo hora. Como exemplo, podemos falar que se uma criança está se quebrando alguma coisa e o pai vem e da um beliscão nela, a probabilidade dela parar de quebrar as coisas vai ser grande.

O grande problema, é que existem efeitos colaterais muitas vezes intensos; e que por isso, nem sempre justifica-se o uso da punição positiva. Um dos principais efeitos colaterais é que o comportamento causador do problema vai continuar acontecendo quando o agente punidor (mãe, pai ou responsavel) não estiver presente; ou seja , não existe modificação eficiente do comportamento problema, mas um deslocamento para uma situação onde o agente punidor não está presente. Podemos dizer, além disso, que a punição positiva apenas mostra a criança o que ela não deve fazer, mas não ensina o que ela deve fazer. Por sí só, esse efeito já desqualifica o uso da punição positiva para educar.
 
O bater pode levar a consequências mais perigosas, pois dependendo da estrutura psicológica dos pais, pode levar a um quadro de abuso fisico ou psicológico que se transforma em espancamentos e intenso medo na criança; podendo gerar stress pós traumatico e outros problemas como timidez e problemas nos relacionamentos afetivos e sociais.

Por outro lado existe outro tipo de punição de comportamentos inadequados, os analistas do comportamento chamam de “Punição Negativa”.

Nesse tipo de comportamento punitivo, podemos dizer que existe uma retirada de um estimulo reforçador como punição a um comportamento inadequado. Como exemplo, podemos usar a situação onde uma mãe retira o video game do filho que tirou notas baixas na escola ou então da retirada da sobremesa da filha que desobedeceu. É importante dizer que a punição negativa não necessariamente implica em retirada de um reforçador contingente a resposta inadequada, mas a qualquer reforçador para a criança.

A punição negativa parece ser uma forma de lidar com comportamentos problemas mais eficaz que a punição positiva e menos aversiva para o processo de educação. É importante ressaltar que a criança deve estar sendo comunicada com clareza sobre os motivos que levaram a retirada de um estimulo importante para ela.

Os pais devem colocar limites; regras claras e especificas. E quando essas regras são quebradas, devem aplicar as penalidades já acordadas com os filhos, ajudando-os a fazerem a ligação entre o descumprimento da regra e a conseqüência disso. Eles precisam saber o motivo da punição aplicada.

Em termos gerais podemos exemplificar com o seguinte esquema abaixo :


Existem métodos mais eficientes na educação como o reforço diferencial de outras (comportamentos) respostas (DRO) ou o reforço diferencial de (comportamentos) respostas alternativas (DRA). Essas duas formas além de extinguir os comportamentos “inadequados” das crianças sem recorrer a punição, ainda ensinam o comportamento esperado como alternativa ao comportamento (a ser eliminado) inadequado, que na aplicação do reforçamento diferencial, não vão ser consequênciadas, entrando em extinção e sendo substituidas por comportamentos adaptativos.


Em um proximo texto iremos explorar melhor os conceitos e aplicações do reforçamento diferencial de outras respostas (DRO) e o reforçamento diferencial de comportamentos alternativos (DRA) no processo de educação.

* Nota – O termo inadequado usado nesse texto é uma referencia a comportamentos não esperados dentro de regras culturalmente aceitas no Brasil. Obviamente, dizer o que é inadequado e o que é adequado merece um maior debate, pois, mesmo os educadores tem discordâncias sobre esse tema. O Uso do termo inadequado, apenas ilustra um comportamento da criança que está causando algum tipo de problema, seja para ela mesma ou seja para o convivio social de onde essa familia está inserida, independente de valores morais sobre o que é certo e errado.

Por: Marcelo Souza - Psicólogo, Pós Graduando em Terapia Cognitivo Comportamental pela Universidade de São Paulo - USP
Fonte: Psicologia e Ciencia

Quando a tecnologia atrapalha a brincadeira

Reflexão: Limite

"Limite" não deve ser pensado apenas como ponto extremo, como fim, como limitação. Não há dúvida de que esse é um de seus significados, mas apenas um, apenas um lado da fronteira. "Limite" significa também aquilo que pode ou deve ser transposto. Toda fronteira, todo limite separa dois lados. O problema reside em saber se o limite é um convite a passar para o outro lado ou, pelo contrário, uma ordem para permanecer de um lado só. Ora, na vida, e na realidade, as duas possibilidades existem: o dever transpor e o dever não transpor."
Yves de La Taille

Palestra - Discutindo a Relação, Data e horário: HOJE, às 19h 30 - PALESTRA ONLINE

Homens e mulheres se posicionam de forma diferente quando o assunto é ajustar as condutas na relação conjugal. Estatisticamente, observa-se mais mulheres do que homens tantando falar sobre o que incomoda, bem como tentando dar feedback como forma de ajustar a conduta do parceiro. Por que os homens são tão resistentes a falar sobre o relacionamento? Por que eles parecem não gostar de dialogar? Por que as mulheres parecem falar mais subjetivamente e pouco propõem soluções práticas e objetivas para problemas do casal? Essas perguntas e outras serão respondidas ao longo da apresentação.

Mais informação: Reforçado Positivamente

Desenvolvimento infantil: uma leitura comportamental


Dentro da Psicologia, diversos autores postularam fases ou estágios (ou estádios, como alguns autores colocam) do desenvolvimento; nas quais, cada fase destas, engloba um conjunto de comportamentos, cognições e sentimentos que o indivíduo pode apresentar. Nestes estádios ou fases, geralmente agrupados por:

1) estruturas psíquicas da personalidade;
2) estruturas cognitivas ou redes de pensamento possíveis; e, por fim,
3) idade cronológica da pessoa.

A exemplo de autores que teorizam dentro do primeiro tipo de divisão dos estágios do desenvolvimento, podemos citar Freud e Erickson, com suas teorias do desenvolvimento psicossexual e psicossocial, respectivamente. No segundo modelo, o autor mais proeminente talvez seja Piaget, o qual postula sobre os estádios do desenvolvimento cognitivo. Quanto à divisão por idade cronológica, podem ser citados Hurlock e Gesell, os quais se referem ao comportamento dos três anos, comportamento dos quatro anos, e assim por diante.


Bijou e Baer (1980) levantam certas críticas a estes modelos de teoria do desenvolvimento e apresentam a proposta de Kantor, autor interbehaviorista, que explica o desenvolvimento não com base em estruturas da personalidade ou cognitivas, mas no tipo de interação que o indivíduo é capaz de estabelecer com o ambiente. Os autores explicam que embora estas divisões pela idade cronológica ou teorias da personalidade sejam bastantes práticas e objetivas, elas são muito arbitrárias para alguém que deseje realizar um estudo mais detalhado das relações entre períodos sucessivos. Advertem também que interações significativas não ocorrem de maneira sincronizada o bastante para que se fale de comportamentos esperados por cada fase da vida, e que, mais do que esta fase, são as relações que a criança estabelece com seu meio que favorecem ou não o aparecimento de certos tipos de comportamento.

Conforme explicam os autores, ao eliminarmos as teorias que dividem o desenvolvimento pela idade cronológica ou teorias da personalidade, nos resta dividir e delimitar o fim de cada estágio de acordo com dois outros tipos de critérios. O primeiro baseia-se em fatos observáveis, manifestações comportamentais, eventos sociais e maturação biológica. O segundo, por sua vez, divide o desenvolvimento de acordo com o tipo de interação que o indivíduo é capaz de estabelecer com o meio que o cerca. É esta segunda perspectiva a adotada por Kantor.

Bijou e Baer (p. 30) apresentam os três estágios propostos por Kantor. São eles:

1- Fundamental: “aquele no qual o indivíduo comporta-se como um sistema unificado – um organismo –, mas é bastante limitado pelas suas características orgânicas”. As interações que o indivíduo estabelece nesta fase são basicamente reflexas, e são de certo modo comuns a todos da espécie. Além dos reflexos, são também apresentados movimentos aleatórios, descoordenados, aparentemente desligados ainda de estimulação ambiental e, basicamente, sob controle orgânico. Quando confrontados com o meio, estes movimentos serão modelados de modo a tornarem-se coordenados e adquirirem funções no ambiente. Deste modo, a criança passa a ser capaz de estabelecer outros tipos de interações ao longo do tempo, passando ao próximo estágio.

2- Básico: A movimentação aleatória e reflexa inicial vai dando lugar a movimentos coordenados, sistemáticos, os quais agem sobre o ambiente com certa finalidade. Torna-se mais independente de seus cuidadores, sendo capaz de executar tarefas cada vez mais complexas. “É nesse momento em que a criança passa por experiências que não são comuns a todas as crianças (…), e as habilidades e conhecimentos adquiridos na fase anterior – e nesta também – tornam-se mais elaboradas”, à medida que a criança vai experienciando e explorando o mundo.

3- Societário: é neste estágio em que a criança começa a se socializar e explorar as regras sociais, instrução formal, elementos culturais e simbólicos cada vez mais complexos. Novamente, esta habilidade vai se desenvolvendo e tornando-se cada vez mais refinada à medida que a criança vai experienciando o mundo.

Bijou e Baer (p. 31) ainda lembram que, em geral, podemos dizer que o primeiro estágio tem início no pré-natal e vai até a idade em que comumente se chama de fim da infância. O segundo estágio, por sua vez, começa neste ponto e vai até a idade escolar ou pré-escolar. Já o terceiro, no qual a criança torna-se um ser social, começa neste ponto e vai até a idade adulta.

Como é possível observar, a divisão em estágios do desenvolvimento se dá, em uma perspectiva comportamental, de acordo com o caráter predominante das interações que o indivíduo estabelece naquele período. Estes marcos são, nas palavras de Bijou e Baer (p.31), simples acidentes sociológicos, e não essências do desenvolvimento. É bastante comum que se observem características de múltiplos estágios em uma criança só, pois um esvai-se no outro à medida que a criança é estimulada.

Por: Neto - Psicólogo Clínico e Empresarial, especializando em Terapia Comportamental pelo Instituto de Terapia por Contingências de Reforçamento
Fonte: Comporte-se

Pesquisa Interessante: Já pra cama!


Cientistas da Universidade Columbia descobrem que dormir pouco pode aumentar os riscos de depressão na adolescência

Ir para a cama cedo ajuda a evitar a depressão. Essa é a descoberta de cientistas da Universidade Columbia, nos Estados Unidos. O grupo de pesquisadores descobriu que a depressão é 24% mais comum em adolescentes que têm permissão para ir para a cama tarde que em jovens cujos pais exigem que se recolham mais cedo. O estudo mostra que os voluntários que se deitavam muito tarde dormiam, em média, sete horas e meia por noite; os que se recolhiam mais cedo, oito horas e dez minutos, em média. Os pesquisadores interpretavam “horário de dormir imposto pelos pais” como o oposto de “contar horas de sono”, para descartar a possibilidade de que a depressão estava fazendo alguns jovens dormir menos, e não o contrário.

Um trabalho anterior sustenta a ideia de que poucas horas de sono podem levar à depressão. Uma pesquisa da Universidade de Londres mostrou que crianças que sofrem de insônia estão mais sujeitas a desenvolver o transtorno na adolescência. E outro estudo, sobre o risco do transtorno hereditário em jovens, agora na Universidade de Pittsburgh, mostrou que o indicador biológico de recuperação, isto é, não sofrer de depressão, era o sono adequado. Embora seja improvável que dormir pouco seja o único responsável pela falta de ânimo dos adolescentes, aqueles com predisposição genética ou ambiental para a falta de sono podem apresentar risco maior.

Experimentos realizados no Centro Médico Walter Reed do Exército e na Universidade da Califórnia em Berkeley, ambos nos Estados Unidos estão começando a esclarecer essa relação. Durante ressonâncias magnéticas, pessoas saudáveis mas com privação de sono apresentam aumento de atividade na amígdala, órgão cerebral envolvido no processamento das emoções, e redução de atividade no córtex pré-frontal – as mesmas alterações observadas em pessoas deprimidas. Em um dos estudos do Centro Médico Walter Reed do Exército, ao se defrontar com imagens perturbadoras os participantes começaram a apresentar sintomas de depressão e os voluntários de Berkeley se mostraram mais estressados que os participantes descansados.

O psicólogo William D. Scott Killgore, da Escola de Medicina de Harvard, do Hospital McLean e coautor da pesquisa do Exército, observa que todos esses efeitos neurobiológicos podem atingir os jovens de forma intensa. “Como os adolescentes sofrem muitas pressões na vida cotidiana ─ cada vez mais complicada ─, eles precisam de mais horas de sono que crianças ou adultos; assim, não dormir direito pode se transformar em um problema.”

Fonte: Revista Mente e Cérebro

Reflexão

" Márcio calçou os tênis com os pés trocados e foi mostrar seu intento para a mãe que o acolheu com um imenso abraço e, num sorriso confiante,exclamou:

-Que bom! Meu homenzinho já sabe calçar os próprios tênis, agora vamos aprender qual tênis pertence a qual pé..."

Lúcio também repete o mesmo feito,tênis em pés trocados que também vai mostrar a mãe,que observa e,em tom de critica,retruca:

-Você não serve nem para colocar os tênis,não viu que estão trocados?"

Reflexão: Que julgamento cada criança guardou de si mesma

Cinco Razões para ouvir os sonhos dos seus filhos!


As crianças muitas vezes dizem que ninguém os ouve quando elas querem falar sobre seus sonhos. Infelizmente, horários e pressionados por um desinteresse cultural em sonhos significa que muitos pais dão pouca atenção para estes sonhos de criança.

Aqui estão cinco razões pelas quais os pais podem querer encontrar alguns momentos para ouvir atentamente as expedições de seus filhos ao mundo dos sonhos todas as noites.

1. Sonhar faz parte da experiência humana.
Centistas já comprovaram que todos os mamíferos sonham, e que, as crianças passam mais tempo sonhando do que nós adultos. Na verdade neurocientista J. Allan Hobson calculou que com a idade de 70 anos, a maioria dos adultos terá passado seis anos de suas vidas sonhando. Que é uma parte significativa da nossa vida a ignorar!
 
2. Sonhos pode ser divertido.
Crianças sonham regularmente sobre coisas que eles amam como amigos, família, animais , celebridades favoritas e personagens de desenhos animados e gostam de falar sobre as aventuras e peripécias realizadas nos sonhos.

3. Algumas crianças podem ter sonhos importanes.
Como psicanalista Carl Jung observou, muitos sonhos significativos ocorrem na infância. Pesquisas recentes com crianças mostram que muitos experimentam pelo menos um sonho que é altamente significativo e pode moldar seus pensamentos e ações.


4. Pesadelos são assustadores.
No entanto, os pesadelos são uma parte normal do sono infantil. Crianças precisam entender e dar um sentido a eles e vai precisar de sua ajuda. Embora seja tentador tranquilizá-los e dizer que o monstro no pesadelo não é real, ele certamente vai falar que é real para eles e percebendo que ninguém o intende, pode iniciar o medo de ir dormir. Tente pedir-lhe para desenhar as imagens e depois tirar uma versão diferente, com um final mais feliz.

5. As crianças só querem compartilhar com você.
Assim como as crianças estão ansiosas para compartilhar seus pensamentos, sentimentos e o que elas fazem ao longo do dia, muitas vezes ficam ansiosos para dizer o que elas vivenciam em seus sonhos. Ouvir vai significar muito para eles e pode unir mais vocês.

É claro que é importante não pressionar as crianças em dividir seus sonhos pois elas podem não querer, ou podem ter dificuldade em recordar. Pressão indevida só produz desavenças entre vocês. Neste mundo ocupado, fica difícil ter um tempo e pedir para as crianças prestar atenção em seus sonhos. Da mesma forma, é comum sem querer excluir o sonho de uma criança e dizer que é "apenas imaginação". Mas tomando algum tempo para explorar os seus sonhos com eles, você vai ter o privilégio de entrar uma parte importante e muitas vezes invisível de sua vida.

Kate Adams, Ph.D. , é professor sênior da Bishop Grosseteste University College Lincoln, Inglaterra.

Autismo - Projeto de Lei na California

Projeto de Lei na California que determina que os planos de saúde são obrigados a cobrir o  tratamento de Autismo e de outros TIDS baseado na Análise do Comportamento ou em outras práticas Baseadas em evidências.

Reflexão - Ser Criança

Ser criança é achar que o mundo é feito de fantasias, sorrisos e brincadeiras.
Ser criança é comer algodão doce e se lambuzar.
Ser criança é acreditar num mundo cor de rosa, cheio de pipocas.
Ser criança é olhar e não ver o perigo.
Ser criança é sorrir e fazer sorrir.
Ser criança é chorar sem saber por que.
Ser criança é se esconder para nos preocupar.
Ser criança é pedir com os olhos.
Ser criança é derramar lágrima para nos sensibilizar.
Ser criança é isso e muito mais.
É nos ensinar que a vida, apesar de difícil, pode tornar-se fácil com um simples sorriso.
É nos ensinar que criança só quer carinho e afeto.
É nos ensinar que, para sermos felizes, basta apenas olharmos para uma criança .
(Autor desconhecido)

Semana Nacional de Prevenção da Violència na Primeira Infância - 12 a 18 de outubro


É instituída a Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância, a ser celebrada anualmente entre os dias 12 e 18 de outubro, com o objetivo de conscientizar a população brasileira sobre a importância do período entre 0 (zero) e 6 (seis) anos para a formação de um cidadão mais apto à convivência social e à cultura da paz.

Reflexão: Instruam seus Filhos

"A menina que você chama de gorda, passa dias sem comer para perder peso.
O menino que você chama de burro, quem sabe tenha problemas de aprendizagem.
A menina que você acabou de chamar de feia passa horas arrumando-se para que pessoas como você a aceitem.
O menino que você provoca e goza na escola, pode receber maus tratos em casa e você só estará contribuindo para destruir sua auto-estima."
Autor desconhecido

Livro: Eduque com carinho de Lidia Weber


São dois livros juntos, um para você e outro para o seu filho pequeno, que terá mais facilidade para entender a idéia da disciplina positiva. Você pode ler para o seu filho, ler com o seu filho, pedir para ele ler para você ou deixá-lo ler sozinho. Eduque com Carinho indica que o exercício da educação dos filhos deve ser uma parceria entre pais e filhos. O objetivo é guiar os pais a se tornarem mais seguros e participativos e, assim, ajudarem seus filhos a se tornerem reponsáveis, autônomos, competentes, autoconfiantes e afetivos. "Não há um manual de perfeição, mas atualmente existem respostas claras e precisas sobre como a criança aprende a se comportar e o que é importante para o desenvolvimento infantil nas interações entre filhos e pais", afirma Lidia Weber, autora de Eduque com Carinho. Este livro traz o que há de mais recente em pesquisas científicas sobre educação de filhos em uma abordagem que se chama Disciplina Positiva. Benett ilustrou o livro com lindos e divertidos cartuns. Eduque com carinho indica que o exercício da educação dos filhos deve ser uma parceria entre pais e filhos. O objetivo é guiar os pais a se tornarem mais seguros e participativos e, assim, ajudarem seus filhos a se tornarem responsáveis, autônomos, competentes, autoconfiantes e afetivos.
Este eu indico!!!

Preste atenção em seus hábitos para diferenciar manias, tiques e TOC

Programa Bem Estar convidou: Psiquiatra Ana Gabriela Hounie e pediatra Ana Escobar

Veja cinco dicas úteis para detectar e tratar problemas psiquiátricos.
 
Bater três vezes na madeira, entrar com o pé direito, não passar embaixo de escada ou ter medo de quebrar um espelho são superstições manifestadas por muita gente.

Mas, quando essas atitudes viram hábitos, tiques ou TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), começa o problema.

Pode ser uma mania de limpeza, de piscar, roer as unhas, fazer barulhos com a boca, manter os objetos simétricos ou verificar várias vezes se a porta está fechada. Para falar sobre a detecção e o tratamento desses distúrbios, a psiquiatra Ana Gabriela Hounie e a pediatra Ana Escobar estiveram presentes no Bem Estar desta terça-feira (4).

As donas de casa reclamam muito desses hábitos que parecem compulsão, principalmente os relacionados à limpeza e à arrumação doméstica. Mas um ato só se torna doença se o que motiva o indivíduo é uma obsessão ou um pensamento muito forte.

Segundo os médicos, deve-se evitar falar diretamente para uma pessoa que ela tem tique. Algumas podem se ofender ou se irritar com esse tipo de comentário.

Por isso, é sempre bom procurar a família do paciente, que tem mais condições de dar apoio e, certamente, já percebeu o problema. Além disso, o tique é um problema com um fator genético envolvido.

Alterações emocionais, como nervosismo, estresse, cansaço ou falta de sono, podem piorar transtornos psiquiátricos. Isso porque a instabilidade aumenta a adrenalina descarregada no corpo, o que pode provocar uma crise de tiques.

Alimentos estimulantes, como café, chá verde ou preto, chocolate e guaraná em pó, podem estimular o efeito da dopamina no cérebro. Com isso, a pessoa fica mais tensa e acelerada, o que faz com que também haja um descontrole dos tiques.

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O que atrapalha o sono do seu filho?Conheça os principais distúrbios do sono infantil e como minimizá-los


Três em cada dez crianças até 12 anos apresentam distúrbios do sono. A frequência é ainda maior em bebês: quatro em cada dez deles não dormem bem. Em casos severos, o mal-estar com o travesseiro compromete o desenvolvimento dos pimpolhos. Afinal, durante a noite, eles assimilam o conhecimento aprendido ao longo do dia e secretam hormônios responsáveis pelo crescimento. Mas, para isso, não basta fechar os olhos. O cérebro precisa entrar em um estado tal que o torne capaz de atingir diversas fases do sono, do cochilinho às mais profundas. Quem apresenta problemas noturnos, como ronco, falta de ar, pernas inquietas, entre outros, pode até não acordar durante a noite, mas tem esse equilíbrio comprometido. "Há casos em que a criança não cresce, não ganha peso e ninguém pergunta como ela dorme", afirma a neuropediatra Márcia Pradella-Hallinam, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono.

Os sinais mais comuns do problema podem ser sutis, como irritação e choro excessivos, agressividade, desconcentração, isolamento e, se a criança já está na escola, dificuldade de acompanhar o ritmo da classe. Há, porém, indícios mais óbvios, como o surgimento de olheiras. "Muitas vezes, a criança é rotulada como hiperativa, quando, na verdade, a agitação ocorre porque ela está dormindo mal", diz Márcia. A boa notícia é que parte desses males passa com a idade. Antes disso, a adoção de uma rotina na hora de dormir pode ser a solução. "É necessário ensinar os filhos a gostar de dormir", afirma o neuropediatra do Hospital Albert Einstein, Saul Cypel, coordenador do Programa de Desenvolvimento Infantil da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. O médico orienta os pais a criar hábitos encadeados, numa espécie de ritual que antecede o sono. Pode-se dar banho, amamentar, colocar na cama e contar histórias. Nada de televisão. Ela até pode provocar certa sonolência, mas prejudica a qualidade do descanso.

Texto Neide Oliveira

Sentir medo: Compreender o porque e quando dos medos da criança pode ajudá-lo a fornecer redes de segurança apropriadas


"Vamos, Jamie, experimente. Vamos lá, você pode também!"
Essa conversa acontece a qualquer hora, em qualquer lugar e ocorre principalmente no jardim de infância. As crianças balançam, dançam, cantam uma música, ou até mesmo comem um novo alimento, experienciando tudo, a todo momento. Se as crianças se deparam com um desafio físico, verbal, emocional ou cognitivo, tentar algo novo na frente de um grupo pode ser uma tarefa árdua para alguns.

Aos cinco anos, as crianças se tornam mais conscientes de si mesmos como membros individuais de um grupo. Nos anos anteriores foram muito mais auto-centrada e egocêntrica. Enquanto não houvesse qualquer intervenção nociva do mundo exterior, a maioria das crianças se sentiam bem consigo mesma.

Mas aos cinco e às vezes seis anos, as crianças estão começando a fazer comparações entre elas mesmas, seus colegas de classe, e seus amigos. Sentimentos sobre fazer algo "bem ou não" estão surgindo. Medos de errar ou parecer tolo pode manter as crianças mobilizadas, impedindo-as de tentar algo que pode fazer bem.

É um momento que as crianças se deparam com sentimentos relacionados a conceitos sociais como base, ou seja, boa aparência, ser aceito, e outros. Ao ser bem sucedido nesses conceitos pode determinar atitudes de segurança, confiança. Afinal, medo do fracasso e julgando-se muito duramente pode ser incapacitante. E se as crianças se sentem sob ataque de seus sentimentos, aparência, comportamentos e crenças fica difícil manter um crescimento positivo. 

Embora todos nós passarmos por fases de insegurança, tendo um "observador interno" que expressa observações com cuidado, a crítica construtiva pode oferecer um equilíbrio importante.

O Que Você Pode Fazer?

Nesta fase de desenvolvimento, o mundo tornou-se um espelho em que as crianças olham para os adultos e pessoas importantes de seu convívio e precisam ter certeza de que o que é refletido de volta é positivo e apoio.

Analisar o modo como você olha e reagir a si mesmo.
Lembre-se, você é um modelo importante. Mesmo sutil autocrítica pode ser observado, imitado e embelezado.

Criar um ambiente de aceitação.
Se você realmente sentir que alguém não tem que ser o melhor para ser grande ou que uma criança não tem que ser como todos os outros para ser especial, a sua atitude será nutrir e encorajar a criança.

Celebrar as pequenas coisas. Procure os caminhos obscuros que algumas crianças brilham. Os líderes são geralmente chamativo o suficiente para obter o reconhecimento, mas os seguidores fazem grandes coisas também.

Demonstrar e incentivar risco adequados. Mostre a criança que é importente tomar algumas atitudes e explique que erros podem acontecer como também respostas inadequadas mas o importante é a tentativa de buscar algo.

Você sabia como andar quando você nasceu? Você aprendeu em caso de queda, escolhendo-se para cima, e tentar novamente. E assim o fez todos os outros!

Trabalhar com desafios. Uma vez por semana, ou mais, escolha um desafio e trabalhem juntos apoiando um ao outro. Mostre como pe importante tentar algo novo.
 

Reflexão




“Quando a severidade é muito excessiva,
não cumpre o seu objetivo.
Arco muito estendido se quebra”

(Friedrich Von Schiller )

Vagas para atendimento psicológico

"A universidade Cruzeiro do Sul, realiza atendimento psicologico voltado às pessoas que se envolveram em acidentes de trânsito: familiares e acidentados, os que lidam com o luto proveniente do acidente e sequelas físicas e psiquicas. Além disso, realiza atendimento as pessoas com medo de dirigir.

Os interessados devem entrar em contato com a Clinica de Psicologia - NEAP da universidade no Campus Liberdade-SP Falattr com a Alessandra e agendar a triagem. Fone 3385 3108

Os atendimentos serão realizados por psicologos que estão incluidos no curso de Especialização em Psicologia do trânsito".

Prof Coordenadora: Maria Tereza Campos
Profas Supervisoras: Maria Tereza Campos, Solange Monteiro de Carvalho e Regiane Ribeiro de Aquino

Cartilha contra o Bullying


O Bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo.

Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexixtente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas. As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as "Próximas vítimas" do agressor.
 
No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experienciando sentimentos de medo e ansiedade.
 
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornan adultos com sentimentos negativos e baixa auto estima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer o suicídio.
 
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimto de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
 
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos de 5 e 6 série. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
 
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais - respeito à dignidade da pessoa humana - e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
 
Este comportamento que causa dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender pode trazer consequência gravíssima alerta o Promotor Público e membro da CPI da Pedofilia Carlos Forte (Case). Aqueles que praticam o bullying são os chamados valentões da escola que querem se firmar, mas na realidade são os covardes que usando deste comportamento intimidam e humilham os mais tímidos. Case lembra que o agressor é na maioria das vezes fraco e covarde e que juntamente com a vítima merece um tratamento especial com acompanhamento de um especialista. Não podemos fechar os olhos para esta situação gravíssima que tem acometido milhares de crianças, alerta o promotor que chama a atenção dos pais e professores.

Você pode saber mais sobre o bullying acessando o site http://www.todoscontraapedofilia.com.br/.

Se o seu filho está sendo vítima deste comportamento agressivo, denuncie, pois é um caso de polícia alerta o promotor Carlos Forte.
 
 
Veja a Cartilha - clique na frase - Bullying - Zoação e violência não são brincadeiras