'A Carta' de Abraham Lincoln ao professor de seu filho:

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830

Reflexão



“Uma criança que não sabe brincar,
uma miniatura de velho,
será um adulto que não saberá pensar”
(CHATEAU, 1987, P. 14)

Aprender a ouvir


Li este texto e não pude deixar de compartilhar esta riqueza. Peço que leiam!

Colocarei apenas o primeiro parágrafo, um intrigante paragrafo....


Leiam: Por Alda Marmo - Aprender a ouvir

Autismo não é problema 'meramente pediátrico', diz pesquisador brasileiro

Alysson Muotri trabalha nos EUA e tem importantes estudos na área.Em visita ao Brasil, cientista deu palestra para médicos e pais de autistas.

O biólogo brasileiro Alysson Muotri, que trabalha na Universidade da Califórnia, em San Diego, EUA, esteve em São Paulo nesta segunda-feira (26) para dar uma palestra a um grupo formado por pais de autistas e médicos que tratam pacientes desse tipo. O evento foi promovido pela associação Autismo e Realidade.

O laboratório de Muotri é especializado nas pesquisas sobre os transtornos do espectro autista, como é conhecido o conjunto de condições que provocam sintomas semelhantes, sobretudo a dificuldade no contato social. Em 2010, a equipe conseguiu, em laboratório, curar um neurônio que tinha a síndrome de Rett, uma das formas de autismo.

Como trabalha em laboratório, sem contato direto com pacientes, o biólogo aproveita palestras como essa para aprender sobre o outro lado do autismo. “Eu sempre tentei manter esse contato bem íntimo com os pais e com os médicos até para me educar, conhecer quais são os sintomas e os quadros clínicos. Com isso, eu vou pensando em tipos de ensaios celulares que eu consigo fazer a nível molecular”, disse o pesquisador.

Nos EUA, a relação com associações filantrópicas é ainda maior. Segundo ele, as doações que provêm de grupos como esse constituem “uma fonte importante de renda para a pesquisa”. “O Brasil não tem essa cultura”, contrapôs.
Segundo Muotri, investir na cura do autismo vale a pena não só pelas melhorias na vida dos pacientes, mas também pelo retorno econômico em longo prazo. Ele calculou que, ao longo da vida, um autista custa US$ 3,2 milhões, e ressaltou que cerca de 1% das crianças norte-americanas têm a disfunção – não há registro estatístico para o Brasil.

“As pessoas se enganam de achar que esse é um problema meramente pediátrico. As crianças vão crescer, vão ficar adultas e muitas delas vão ficar dependentes, dependentes de alguém. Nos EUA, a dependência é do estado”, argumentou o pesquisador.

O autismo

A genética por trás do autismo é complexa. Afinal, não se trata de uma doença, mas de várias síndromes. “A forma de herança é difícil de explicar. Não é um gene que passa de pai para filho. São 300 genes, há uma interação entre eles, se misturam a cada vez que isso é passado para uma geração”, explicou Muotri.

Por isso, quando pensa num potencial medicamento que possa levar à cura do autismo, o pesquisador deixa de lado a causa genética e prioriza o funcionamento dos neurônios. Nos autistas, a sinapse – ativação das redes neurais – não funciona da mesma maneira. A comunicação entre as células nervosas é menor e os transtornos são consequência disso.
No momento, sua equipe está procurando um remédio que possa melhorar esse funcionamento. Para isso, estão fazendo testes com microorganismos que vivem no fundo do mar, cuja composição química ajuda na interação com os neurônios. Outra opção são medicamentos feitos no passado para tratar outras doenças e não funcionaram, mas que podem dar certo nesse caso; a vantagem é que eles já têm aprovação prévia dos órgãos regulamentadores dos EUA.

Achar a substância certa é difícil, pois Muotri definiu o método de procura como “totalmente tentativa e erro”. “O que a gente chama de drogas candidatas são as que a gente já sabe que atuam na sinapse, mas elas podem não funcionar. Quanto mais a gente testar, melhor, aumenta a chance de a gente encontrar alguma coisa”, contou.

O autismo hoje não tem cura. Porém, em 5% dos casos, quando o diagnóstico é rápido e a variação é mais branda, as crianças conseguem eliminar a síndrome com acompanhamento psiquiátrico.

Dificuldade de Aprendizagem

A área da educação nem sempre é cercada somente por sucessos e aprovações. Muitas vezes, no decorrer do ensino, nos deparamos com problemas que deixam os alunos paralisados diante do processo de aprendizagem, assim são rotulados pela família, professores e colegas.

É importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos a essas dificuldades, observando se são momentâneos ou se persistem há algum tempo.

As dificuldades podem advir de fatores orgânicos ou mesmo emocionais e é importante que sejam descobertos a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associados à preguiça, cansaço, sono, tristeza, agitação, desordem, dentre outros, considerando fatores que também desmotivam o aprendizado.

A dificuldade mais conhecida e que vem a ter grande repercurssão na atualidade é a dislexia, porém, é necessário estarmos atentos a outros problemas: disfragia, discalculia, dislalia, disortografia e o TDAH (trantorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

Leia a reportagem na integra: Brasil Escola

Cerca de 70% de crianças envolvidas com bullying sofrem castigo corporal, mostra pesquisa


Brasília - Cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes no colégio) nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. É o que mostra pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) e divulgada hoje (30) pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams, da Universidade Federal de São Carlos.

Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência - 24,3% haviam levado, da mãe, tapas no rosto e 13,4%, do pai. “As nossas famílias são extremamente violentas. Depois, a gente se espanta de o Brasil ter índices de violência tão altos”, disse a pesquisadora, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu projeto de lei que tramita na Casa e que proíbe o uso de castigos corporais ou tratamento cruel e degradante na educação de crianças e adolescentes.

Segundo ela, meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. “O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais, nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial”, explicou.

Para a secretária executiva da rede Não Bata, Eduque, Ângela Goulart, a violência está banalizada na sociedade. Ela citou diversas entrevistas feitas pela rede com pais de crianças e adolescentes e, em diversos momentos, frases como “desço a cinta” e “dou umas boas cintadas” aparecem. Em uma das entrevistas, um pai explica que bater no filho antes do banho é uma forma eficiente de “fazer com que ele se comporte”. “Existem pais que cometem a violência sem saber. Acham que certas maneiras de bater, como a palmada, são aceitáveis”, disse.

Atualmente, 30 países em todo o mundo têm leis que proíbem castigos na educação de crianças e adolescentes, entre eles a Suécia e a Alemanha. “A lei é uma forma de o Estado educar os pais”, ressaltou o pesquisador da Universidade de São Paulo Paulo Sérgio Pinheiro.

Como forma de diminuir os índices de violência contra crianças e adolescentes em casa, os pesquisadores sugeriram a reforma legal, com a criação de leis que proíbam esse tipo de violência, a divulgação de campanhas nacionais, como as que já vêm sendo feitas, e a participação infantil, com crianças sendo encorajadas a falar sobre assuntos que lhes afetem. “A principal reclamação das crianças é que elas não aguentam mais serem espancadas pelos pais”, destacou Pinheiro.

Fonte: Agência Brasil. Por Priscilla Mazenotti, Repórter da Agência Brasil

Crianças e a indústria da felicidade

Começo minha escrita divulgando aqui um excelente documentário chamado "Criança, a alma do negócio" , dirigido por Estela Renner e produzido pela Maria Farinha Produções. Se você estiver com tempo e interesse, além do documentário eu coloco alguns links de textos mais adiante, para aprofundar temas que aqui abordarei de modo mais breve, como cabe a um post.

Leia o artigo na integra no: Blog da Gi

Olhem que idéia!!! JOANNINHA



A Joanninha valoriza a importância do brincar na vida das pessoas.
 
Acredita que a qualidade, variedade e quantidade de brincadeiras durante a infância estão fortemente ligadas ao desenvolvimento físico, psíquico, intelectual e emocional de todas as crianças.
 
No entanto, o brincar de hoje é muito consumista e não é raro vermos crianças se desinteressarem por brinquedos que ganharam há pouco tempo e já estarem interessadas em novos brinquedos.
 
Para a Joanninha o que importa não é ter o brinquedo, mas um brincar mais puro que incentive o momento da brincadeira, despertando nas crianças, amigos, pais e familiares valores como companheirismo e cidadania.
 
A Joanninha defende um brincar sustentável e alugam brinquedos para brincar em casa, no cotidiano.

Um brincar sustentável que desenvolve as habilidades infantis e, ao mesmo tempo, incentiva o reuso e o consumo compartilhado de brinquedos.


Vale a pena!!!

Prevenção dos problemas da Infância e Adolescencia - Enurese e Encoprese

Pelo menos 70% das crianças com enurese tem algum parente que apresentou esse problema na infância.

Quais são os Critérios Diagnósticos nos casos de enurese e encoprese?

Tanto a enurese (falta do controle de urina) quanto a encoprese (falta de controle das fezes) implicam deficiência no controle de esfíncteres, respectivamente vesical e anal, em uma idade em que a maioria das crianças já tem esse domínio. Assim, são consideradas enuréticas ou encopréticas as crianças acima de cinco e quatro anos respectivamente, que ainda não urinam ou não defecam nos locais destinados à eliminação.

Quando podemos suspeitar que a criança apresenta efetivamente um problema de enurese ou encoprese?

O controle de esfíncteres se processa para a maioria das crianças, de forma quase natural com o auxílio dos familiares, através de um processo em geral denominado treino de toalete ou desfralde. Esse processo se encerra, para a grande maioria das crianças ocidentais, por volta dos três anos. De acordo com o DSM IV (APA, 1994) –Manual Estatístico dos Distúrbios- as características e as variações dos dois distúrbios em termos dos seguintes fatores: idade da criança, freqüência e duração dos episódios de descontrole (“acidentes” ) Somente quando o descontrole dos esfíncteres da criança perdura por um certo período (3m, no DSM-IV), apresenta-se com uma certa freqüência (duas vezes por semana no caso da enurese e uma vez por mês na encoprese), e incide numa criança que já passou dos cinco (para enurese) ou quatro anos (para encoprese) é que deve passar a merecer a atenção do psicólogo. A versão mais recente do DSM, entretanto, sugere ao psicólogo a possibilidade de iniciar o processo de alteração do comportamento encoprético a partir dos três anos de idade nos casos em que é muito grande o impacto social negativo do descontrole sobre a família da criança.

Quando se tratam de transtornos emocionais, são especificamente iniciados na infância?

Esses dois distúrbios independente de virem acompanhados de outros transtornos emocionais são considerados distúrbios típicos da infância. O controle fecal é, em geral, obtido antes do vesical independentemente do sexo da criança, embora as meninas tendam a alcançar qualquer um dos dois controles antes dos meninos.

É comum um parente biológico nestes dois transtornos?

Pelo menos 70% das crianças com enurese tem algum parente que apresentou esse problema na infância. No caso da encoprese, especialmente no caso na retentiva cuja base reside na tendência à prisão de ventre, também se associa o transtorno com bases orgânicas.

Existe uma conscientização por parte dos profissionais da educação que estes podem ser atos involuntários?

Não. Essa conscientização é inexistente, assim como os pontos relativamente fáceis de serem administrados e que favorecem grandemente a prevenção desses transtornos. Há inclusive algumas sugestões aos responsáveis pela criança sobre como proceder quando forem tentar ensiná-la a usar o vaso sanitário. Algumas dessas sugestões são as seguintes:

1)A criança deve primeiramente se acostumar com a presença do urinol, antes de aprender a usá-lo. Este deve ser colocado na cadeira habitual da criança para que ela possa sentar-se o tempo que conseguir (não mais que 5 ou 10 minutos), ainda que totalmente vestida. Esta fase é planejada apenas para estabelecer o hábito de se sentar sobre o vaso sanitário. É fundamental que essa atividade seja interessante e que os pais fiquem sentados ao lado da criança e lhe dêem atenção ou leiam uma estória de modo a entretê-la em outra atividade que não se sentar sobre o urinol.

2)Uma vez instalado o hábito de sentar-se sobre o urinol, os pais deveriam passar, então, ao ensino de sentar-se sobre ele em horários específicos (logo depois do café da manhã, por exemplo), mas agora sem as roupas de baixo. Esta fase destina-se apenas a inspirar tranqüilidade na criança acalmando o temor natural de que algo insuspeito possa ocorrer quando “o xixi ou cocô” saem de dentro dela, inibindo dessa forma, a eliminação. Não deve ser exigido da criança nenhum outro comportamento a não ser o de sentar-se em horários definidos pelos pais.

3)Na terceira fase a rotina de sentar-se sem roupas de baixo já está instalada e passa-se então a discriminar o local da eliminação explicando a criança que o local próprio para fazer “xixi” ou “cocô” é o urinol.

4)A próxima fase diz respeito ao ensino das sensações proprioceptivas que antecedem os dois processos de eliminação. Coloca-se, portanto o urinol próximo do local onde a criança gosta de brincar e ocasionalmente pergunta-se a ela se está com vontade de ir “fazer xixi” ou “cocô”. O objetivo desta fase é promover a autonomia infantil e, portanto deve-se ensinar a criança a se liberar das roupas e a sentar-se no urinol quando for necessário.

5)Uma vez adquirido o hábito de usar o urinol deve-se transferi-lo para o de usar o vaso sanitário normal. Esta é a atividade mais fácil de ensinar uma vez que o comportamento a ser ensinado pode ser observado pela criança na interação com crianças mais velhas ou adultos da família

6)Recomenda-se que o ensino de urinar de pé aos meninos seja feito depois de obtido o treino de controle intestinal. É importante o papel dos pais nessa aquisição, pois em geral os meninos ficam orgulhosos de urinar como fazem os seus pais, especialmente se forem por eles estimulados a assim agirem.

7)Outra recomendação é a de o treino noturno dos esfíncteres só tenha início depois que o controle vesical e intestinal durante o dia já tenha sido alcançado de forma duradoura. Algumas vezes a própria criança manifesta interesse por dormir sem fraldas, ocasião em que alguns hábitos relativos à saúde podem ser iniciados, como urinar antes de se deitar e ir primeiramente esvaziar a bexiga ao levantar-se pela manhã.

E quando a incontinência é claramente deliberada, como estes devem lidar no contexto da escola?

Para se ter certeza que a incontinência é claramente deliberada, alguns exames médicos são necessários. Uma vez eximida a hipótese de etiologia orgânica e tendo sido levantada a hipótese do ganhos secundários nos transtornos, a criança e os familiares vão ter que ser avaliados para se definir os antecedentes e conseqüentes que mantém o comportamento para se definir a melhor estratégia a ser empreendida como forma de tratamento abrangendo inclusive a orientação ‘a escola.

Que prejuízos emocionais podem ocasionar a enurese ou encoprese?

Embora, dentre os diversos problemas comportamentais infantis, a prevalência dos distúrbios de eliminação - enurese e encoprese - não seja das mais significativas (com seus índices variando de 1,5%, a 5,7 %), seu impacto negativo é enorme sobre o desenvolvimento da criança, especialmente considerando-se os prejuízos na socialização e na auto-estima. Há indícios inclusive de que as crianças enuréticas inicialmente não apresentem problemas emocionais mas passem a apresentá-los em função desse processo.

Além da baixa da auto-estima, podemos observar perturbações no ambiente e nas relações familiares. Como podemos ajudar esta criança?

Grande parte das crianças enuréticas, atendidas no Laboratório de Terapia Comportamental, verbalizam suas próprias dificuldades nas relações familiares, fruto de seu problema de descontrole vesical ou fecal. Essas dificuldades derivam de concepções equivocadas dos familiares acerca da possibilidade de controle do problema pela criança/adolescente. Diferentemente do que estes imaginam os enuréticos não são culpados pelo descontrole que experimentam. Pensar diferentemente é contraproducente para a criança ou adolescente e traduz uma intolerância ao transtorno. O melhor que podemos fazer por essa criança ou jovem é não julgar que está nas mãos dele conseguir o controle sozinho. Procurar ajuda de um psicólogo clínico é uma excelente idéia, especialmente se este profissional tiver demonstrado em sua prática que detém o domínio sobre como lidar com esses tipos de transtorno.

Publicado em 03/06/2003 10:59:00

Por: Edwiges Ferreira De Mattos Silvares - Profa Titular do Departamento de Psicologia Clinica da USP;Professora orientadora e supervisora na área de Psicologia Clinica Comportamental Infantil, no Departamento de Psicologia Clinica da Universidade São Paulo por mais de quinze anos.Livros publicados: Silvares, E.F.M. & Gongora, M.N.A.(1998) Psicologia Clínica comportamental:a inserção da entrevista com adultos e crianças. Edicon S.Paulo, 150p. 02. Silvares, E.F. M.(Org.) (2000).Estudos de caso em Psicologia clínica comportamental infantil: vol. 1 e vol.2 Campinas, Editora Papirus.

Crianças sob fogo cruzado

Sabemos de que é feita uma relação quando ela se desfaz; na separação os filhos podem ser as principais vítimas


por Christian Ingo Lenz Dunker

Em agosto de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 12.318, que dispõe sobre a alienação parental, permitindo aos juízes interceder em casos de exageros praticados por um dos pais que ataca a imagem e a autoridade do outro. A síndrome da alienação parental faculta a imposição de penalidades ao cônjuge alienador (desde multa até a inversão da guarda). Descrita por Richard A. Gardner em 1985, a síndrome ocorre tipicamente no contexto de separação do casal, quando um dos pais começa uma campanha sistemática para desmoralizar o outro. Geralmente, aquele que detém a guarda da criança cria uma interpretação tão negativa do outro que o filho abandona sua habitual e esperada atitude (gerada pela separação) de divisão subjetiva, conflito e angústia, iniciando uma espécie de “alinhamento automático” (alienação). Passa a reproduzir discursos, crenças, práticas e sentimentos do alienador. Sem culpa ou ambivalência e com justificativas fracas ou absurdas para explicar a depreciação chega-se a situações nas quais o filho pode recusar visitar ou ver o pai ou a mãe, generalizando o ódio para outros parentes, o que pode ser lido como ato de desamor e “tomada de partido” por parte da criança, causando no genitor acusado decepção, indiferença e abandono, que acabam por “produzir” ou “confirmar“ o estado de coisas que inicialmente era uma ficção (mesmo que inspirada em fatos reais). Frases como “seu pai não se importa com você”, “ela não te (nos) ama”, “ele só quer saber da outra”, “ela nunca cuidou direito de você” tornaram-se, na expressão da lei, enunciados que nenhuma criança jamais deveria escutar de seus pais.

É comum que os filhos fiquem expostos ao processo de interpretação das razões, causas ou motivos da separação. São alvo de fogo cruzado, levando e trazendo recados, desaforos e ressentimentos de um para o outro.

Sabemos de que é feita uma relação quando ela se desfaz. E ela nem sempre se desfaz quando formalmente decretamos seu fim. Há finais que não terminam e há términos que não acabam. Por isso é raro que uma criança enfrente dificuldades realmente novas durante uma separação. Em geral, desvelam-se e ampliam-se as disposições e conflitos há muito tempo presentes. Isso é cruel no caso em que a criança é reduzida a instrumento de vingança, alienada ao desejo de um dos pais. Nesta circunstância ela é privada de uma das possibilidades mais importantes e criativas, fornecida involuntariamente pelo contexto: experimentar, reconhecer e confrontar sua própria capacidade de desejar separações.

O termo alienação possui dupla conotação:
1) estranhamento e impossibilidade de reconhecermo-nos em algo que nós mesmos produzimos, que nos aparece como algo separado de nós;
2) exteriorização, separação ou perda de nossa própria consciência. No século 18 os loucos eram chamados de alienados, pois supunha-se que não podiam se reconhecer nos próprios atos, que não tinham responsabilidade sobre eles e haviam perdido a própria consciência, estavam fora de si.

Portanto, separar-se e alienar-se são literalmente sinônimos, mas ao mesmo tempo opostos. É isso que está em jogo na síndrome da alienação parental: privar a criança do mais simples, primário e esquecido direito à contradição. Imaginamos sempre que a coerência é um valor indiscutível na educação. Pais que praticam a alienação parental estão sendo racionalmente coerentes com seu desejo de vingança – e demasiadamente coerentes com sua interpretação extremada e rasa de quem está com a razão e quem é o melhor cuidador para a criança. É loucura ou alienação, mas não destituída de método. Ainda bem que nossa Justiça reconheceu, contra a supremacia da coerência, o direito da criança de experimentar sua própria contradição ao reconhecer-se na contradição do desejo do outro.

Christian Ingo Lenz Dunker psicanalista, professor livre-docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP)

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Por Neto

Ultimamente o Comporte-se tem se destacado por diversas parcerias de sucesso com eventos e empresas ligadas à Psicologia Comportamental. Graças a uma nova parceria com o InPA - Instituto de Psicologia Aplicada, de Brasília, anunciamos mais uma novidade pra você:

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Entrevista com Prof. Dr. Caio Miguel

Entrevista com Prof. Dr. Caio Miguel - Caio Miguel formou-se em psicologia pela na PUC-SP e obteve seu mestrado e doutorado em Análise do Comportamento pela Western Michigan University sob orientação do professor Jack Michael. Atualmente, ele é professor e diretor do programa de Pós-Graduação em Análise do Comportamento da California State University em Sacramento. O professor Caio Miguel foi editor chefe da revista The Analysis of Verbal Behavior (2008-2011) e serve como membro do conselho editorial de quase todas as principais revistas da área, incluindo o Journal of the Experimental Analysis of Behavior, Journal of Applied Behavior Analysis, The Behavior Analyst e Psychological Record.



Uma das perguntas desta brilhante entrevista:


O Brasil vive um movimento social e político em prol da inclusão de pessoas com deficiência nas Escolas Públicas. Em se tratando de Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, o que se observa é que muitos professores e gestores enfrentam dificuldades para trabalharem com estes alunos em sala de aula. Existe algum programa que facilite este processo nos Estados Unidos? Quanto aos professores e gestores que as recebem em suas escolas, existe algum tipo de formação especial? Como funciona?


Entrevista Exclusiva Prof Dr Caio Miguel


Vale a pena ler!!!

Aprendizagem antes do nascimento: uma história com pintinhos e morangos.

Para você entender esta pesquisa primeiro preciso deixar uma coisa clara: pintinhos não gostam de morango. E já nascem não gostando. Curioso, né? Sneddon & cols (1998) também acharam, e queriam descobrir se podiam fazer algo para mudar isso. Essa pesquisa eu conheci no XX Encontro da ABPMC, no mini-curso da Profª da USP Maria Helena Hunziker.

Os pesquisadores pegaram vários ovos de galinha e os dividiram em quatro grupos. Entre o 15º e o 20º dia de incumbação os pesquisadores liberavam um aroma de morango ao redor do ovo, esfregavam uma pasta de morango ao redor do ovo ou injetavam o aroma no ovo em um espaço de ar.

Se você se interessou, leia mais no: Science Blogs

Indicação de filme: Taare Zameen Par - Como estrela na terra, toda criança é especial


Ishaan Awasthi (Darsheel Safary) é um menino de oito anos cujo mundo está cheio de maravilhas que ninguém mais parece apreciar: cores, peixes, cães e pipas; coisas simples que não são importantes no mundo dos adultos, que estão muito mais interessados ​​em coisas como lição de casa, trabalho e limpeza. 
Quando ele começa a se envolver em muitos problemas, seus pais o mandam para um internato. As coisas não são diferentes em sua nova escola, pois ninguém o entende e Ishaan tem de lidar também com o trauma adicional de separar-se de sua família.

Um dia, um professor de arte, Ram Shankar Nikumbh (Aamir Khan), que infecta os alunos com alegria e otimismo, quebra todas as regras de como as coisas são feitas, pedindo-lhes para pensar, sonhar e imaginar, e todas as crianças respondem com entusiasmo, todos, exceto Ishaan. Nikumbh logo percebe que Ishaan é muito infeliz, e ele sai para descobrir o porquê. Com tempo, paciência e cuidado, ele finalmente ajuda Ishaan se encontrar.



Este apaixonante filme mostra de uma forma simples mas ao mesmo tempo forte a função de um educador que não negligencia a diversidade e a preciosidade de cada estrela, ou seja, cada criança. Mostra a importância do papel dos pais em observar,  ter um olhar peculiar para a criança que em diversos momentos mostra que algo não está bem e que está sofrendo. 

Este é um filme "humano" que toca nossos corações.

Lembrete importante: A dislexia pode ser identificada nos primeiros anos escolares, após a criança ser alfabetizada. É importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes para aumentar as chances de superar ou conviver melhor com os sintomas. Os principais sinais são dificuldade em fazer cálculos mentais, em organizar tarefas, lidar com noções de tempo e espaço.

Where Children Sleep - Onde dormem as crianças

James Mollison nasceu no Quênia em 1973 e cresceu na Inglaterra.

Depois de estudar arte e design na Universidade de Oxford Brookes, cinema e fotografia em Newport School of Art and Design, ele se mudou para a Itália para trabalhar no laboratório criativo da fábrica da Benetton.

James Mollison viajou ao redor do mundo e decidiu criar uma série de fotografias mostrando os quartos infantis que foi enfim compilada em um livro, Onde Dormem as Crianças.

Cada par de fotografias é acompanhada por uma legenda que conta a história da criança.

O projeto tornou-se uma referência de pensamento crítico sobre a pobreza e a riqueza, sobre a relação da criança com a sua realidade.

Lamine, 12 anos
Vive no Senegal. As camas são básicas, apoiadas por alguns tijolos. Aos seis anos, todas as manhãs, os meninos começam a trabalhar na fazenda-escola onde aprendem a escavação, a colheita do milho e lavrar os campos com burros. Na parte da tarde, eles estudam o Alcorão. Em seu tempo livre, Lamine gosta de jogar futebol com seus amigos.

Tzvika, 9 anos
Mora num bloco de apartamentos em Beitar Illit , um assentamento israelenses na Cisjordânia. É um condomínio fechado de 36.000 Haredi. Televisões e jornais são proibidos no assentamento. Em média, as famílias tem nove filhos, mas Tzvika tem apenas uma irmã e dois irmãos, com quem divide seu quarto. Ele é levado de carro para a escola onde o esporte é banido do currículo. Tzvika vai à biblioteca todos os dias e gosta de ler as escrituras sagradas. Ele também gosta de brincar com jogos religiosos em seu computador, quer se tornar um rabino. Sua comida favorita é bife com batatas fritas.

Jamie, 9 anos
Mora com seus pais, irmão gêmeo e sua irmã em um apartamento na Quinta Avenida em Nova Iorque. Jamie frequenta uma escola de prestígio e é um bom aluno. Em seu tempo livre, ele faz aulas de judô e natação. Quando crescer, quer se tornar um advogado como seu pai.

Indira, 7 anos
Vive com seus pais, irmão e irmã, perto de Kathmandu, no Nepal. Sua casa tem apenas um quarto, com uma cama e um colchão. Na hora de dormir, as crianças compartilham o colchão no chão. Indira trabalha na pedreira de granito local desde os três anos. A família é muito pobre por isso todos tem que trabalhar. Há 150 crianças trabalhando na pedreira. Indira trabalha seis horas por dia além de ajudar a mãe nos afazeres domésticos. Ela também freqüenta a escola, a 30 minutos a pé. Sua comida preferida é macarrão. Ela gostaria de ser bailarina quando crescer.

Kaya, 4 anos
Mora com os pais em um pequeno apartamento em Tóquio, Japão. Seu quarto é forrado do chão ao teto com roupas e bonecas. A mãe de Kaya faz todos os seus vestidos e gostos. Kaya tem 30 vestidos e casacos, 30 pares de sapatos, perucas e um sem número de brinquedos. Quando vai à escola fica chateada por ter que usar uniforme escolar. Suas comidas favoritas são a carne, batata, morango e pêssego. Ela quer ser desenhista quando crescer.

Douha, 10 anos
Mora com os pais e onze irmãos em um campo de refugiados palestinos em Hebron, na Cisjordânia. Ela divide um quarto com outras cinco irmãs. Douha freqüenta uma escola, a 10 minutos a pé, e quer ser pediatra. Seu irmão, Mohammed, matou 23 civis em um ataque suicida contra os israelenses em 1996. Posteriormente, os militares israelenses destruíram a casa da família. Douha tem um cartaz de Maomé em sua parede.

Jasmine (Jazzy), 4 anos

Vive em uma grande casa no Kentucky, EUA, com seus pais e três irmãos. Sua casa é na zona rural, rodeada por campos agrícolas. Seu quarto é cheio de coroas e faixas que ela ganhou em concursos de beleza. A garota já participou de mais de 100 competições. Seu tempo é todo ocupado com os ensaios. Jazzy gostaria de ser uma estrela do rock quando crescer.

Nome e idade desconhecidos
A casa para este garoto e sua família é um colchão em um campo nos arredores de Roma, Itália. A família veio da Romênia de ônibus, depois de pedir dinheiro para pagar as passagens. Quando chegaram a Roma, acamparam em terras particulares, mas foram expulsos pela polícia. Eles não têm documentos de identidade, assim não conseguem um trabalho legal. Os pais do garoto limpam pára-brisas de carros nos semáforos. Ninguém de sua família foi à escola.

Dong, 9 anos
Mora na província de Yunnan, no sudoeste da China, com seus pais, irmã e avó. Ele divide um quarto com a irmã e os pais. A família tem uma propriedade que permite cultivar quantidade suficiente de seu próprio arroz e cana de açúcar. A escola de Dong fica a 20 minutos a pé. Ele gosta de escrever e cantar. Na maioria das noites, ele passa uma hora fazendo o seu dever de casa e uma hora assistindo televisão. Dong gostaria de ser policial.

Roathy, 8 anos
Vive nos arredores de Phnom Penh, Camboja. Sua casa fica em um depósito de lixo enorme. O colchão de Roathy é feito de pneus velhos. Cinco mil pessoas vivem e trabalham ali. Desde os seis anos, todas as manhãs, Roathy e centenas de outras crianças recebem um banho em um centro de caridade local. Antes de começar a trabalhar, recolhe latas e garrafas de plástico, que são vendidos para uma empresa de reciclagem. Um pequeno lanche é muitas vezes a única refeição do dia.

Thais, 11
Mora com os pais e a irmã no terceiro andar de um bloco de apartamentos no Rio de Janeiro, Brasil. Ela divide um quarto com a irmã. Vive nas vizinhanças da Cidade de Deus, que costumava ser conhecida pela rivalidade de gangues e uso de drogas. Thais é fã de Felipe Dylon, um cantor pop, e tem pôsteres dele em sua parede. Ela gostaria de ser modelo.

Nantio, 15

É membro da tribo Rendille no norte do Quênia. Ela tem dois irmãos e duas irmãs. Sua casa é uma pequena barraca feita de plástico. Há um fogo no centro, em torno do qual a família dorme. As tarefas de Nantio incluem cuidar de caprinos, cortar lenha e carregar água. Ela foi até a escola da aldeia por alguns anos, mas decidiu não continuar. Nantio está esperando o seu moran (guerreiro) para casar. Ela só tem um namorado no momento, mas é comum para uma mulher Rendille ter vários namorados antes do casamento.

Joey, 11
Vive em Kentucky, EUA, com seus pais e irmã mais velha. Ele acompanha regularmente o seu pai em caçadas. Ele é dono de duas espingardas e fez sua primeira vítima - um cervo - quando tinha sete anos. Ele está ansioso para usar sua arma durante a nova temporada de caça. Ele ama a vida ao ar livre e espera poder continuar a caçar na idade adulta. Sua família sempre come carne de caça. Joey não concorda que um animal deve ser morto só por esporte. Quando não está caçando, Joey freqüenta a escola e gosta de ver televisão com o seu lagarto de estimação, Lily.

James Mollison espera que o seu trabalho ajude outras crianças a pensar sobre a desigualdade no mundo, para que no futuro elas pensem como agir para diminuir esta diferença.

Internet incentiva as doenças


Enqualto os médicos lutam para evitar a anorexia e a bulimia, alguns doentes se valem da internet para incentivar e disseminar formas para que outras pessoas passem a seguir o que elels chamam de "estilo de vida".

Na rede existem blogs criados pelas chamadas Pró-Anas e Mias (diminutivo de anorexia e bulimia) onde os doentes compartilham receitas e fórmulas para se manterem magros.

Em um deles, uma jovem diz comer duas maças e uma acerola por dia. Outras pediam para ela se manter na dieta. "Isso é reprovável. É como dizer que o câncer no fígado faz bem. Há a distorção do problema. Essas pessoas não se veem doentes." diz o neurologista do Ambulim.

Fonte: Jornal Metro

HC atende 80 casos de distúrbio alimentar por dia

A cada 20 minutos uma pessoa chega ao Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) do Instituto de Pesquisa do Hospital das Clínicas. O número de atendimento não é maior porque a unidade não dá conta da demanda. 
O tratamento muiltidisciplinar é longo e envolve também a família do paciente.

90% dos pacientes são mulheres.
Os casos, em geral,
se desenvolve no fim da infância ou no início da vida adulta.

Fonte: Jornal Metro

Reflexão: Venho por meio deste, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.

Por Ricardo Padilha

Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos no máximo.Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível. Quero que as complexidades da vida passem desapercebidas por mim e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo.

Quero de volta uma vida simples e sem complicações.

Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe. Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.

Não quero mais ser obrigada a dizer adeus ás pessoas queridas e, com elas, à uma parte da minha vida.

Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel, que vou navegar numa poça deixada pela chuva. Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam. Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada. Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.

Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos. Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida. Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada.

Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a “Batatinha quando nasce…” e a “Ave Maria” e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.

Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer. Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.

Quero estar convencido de que tudo isso… vale muito mais do que o dinheiro!

A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.

Como ajudar meu filho(a) a lidar com a raiva?


Todos nós temos sentimentos diferentes. Às vezes sentimos alegria, tristeza, medo e muitos outros, mas vamos focar em um único: a RAIVA

Todos nós ficamos com raiva de vez em quando. A raiva é uma emoção natural, útil e saudável, pois permite-noCelso Goyos explica o que é o autismos saber que algo está errado ou incomodando e precisa ser mudado. O grande problema deste sentimento é a forma que nos comportamos quando experienciamo-o. Algumas pessoas agem descontroladamente, há outras que agem destrutivavmente e as consequências geradas prejudica as relações tanto em casa, como no trabalho ou na escola.

Definição de Raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego sente-se ferido ou ameaçado. A intensidade da raiva, ou a sua ausência, difere entre as pessoas. Alguns psicólogos apontam o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo como determinante na maneira como a raiva é exteriorizada.

O adulto tende a expressar a raiva através de respostas agressivas e com a criança ou adolescente não é diferente. Podemos citar diversos exemplos de situações que vivenciamos ou assistimos de crianças expressando sua raiva chorando, gritando, batendo ou quebrando algo. 

As crianças aprendem a lidar com a raiva, observando os adultos em suas vidas, e em muitos momentos imita-os, por isso é importante aprender a expressar a raiva de forma apropriada. 

Aqui estão algumas dicas de como os pais podem ajudar seus filhos a expressar a raiva de maneira apripiada:


1.A raiva é uma emoção natural
É importante a criança saber que não há problema em sentir raiva, mas não pode ferir alguém, porque está irritado.

2.Ensinar as crianças a usar as suas palavras
As crianças não tem o hábito de expressar os sentimentos com palavras por isso é importante ensinar ajudando: "Eu não gosto quando você se comporta..." ou "Estou com raiva porque aconteceu..."

3.Reconhecer a raiva do seu filho
Deixe o seu filho saber que você compreende a sua raiva ou frustração. Validar sentimentos é primordial por isso experimente dizer algo como: "Eu vejo que você está muito zangado."

4.Incentive seu filho a compartilhar sentimentos
Ensine seu filho a reconhecer e falar sobre sentimentos de raiva de uma maneira positiva. Dê ao seu filho toda a sua atenção e ajude-o, olhe-o expressando compreenção.

5.Ser um bom modelo
Mostrar comportamentos adequados para o seu filho ao lidar com a raiva. O que você faz pode ser mais importante do que aquilo que você diz.

Imitação é um processo de aprendizagem pelo qual os individuos aprendem comportamentos novos ou modificam antigos por meio da observação de um modelo. Isso ocorre porque existe a probabilidade das pessoas serem reforçadas pelas mesmas consequências que reforçam o comportamento do modelo ( Keller e schoenfeld 1950/1973 : Bandura, 1969/1979; Malott, 1971/1981; Striefel, 1975; Mikulas 1977; Skinner 1989/1991; Baum 1994/1999; Catania 1998/1999

6.Ajudar a sua criança a relaxar
Ensine seu filho algumas maneiras de se acalmar quando perceber que está irritado. Para uma criança pequena, redirecionar sua atenção para outra atividade. Para crianças mais velhas, tente fazê-los desenhar ou escrever os seus sentimentos.

7.Estabeleça limites claros
Deixe o seu filho saber quais comportamentos são aceitáveis  e quais não são. Você pode explicar que quando a criança quebra algo ou bate em alguém é uma forma de gerar mais problemas e explique a consequência deste ato. 

8.Concentre-se em bons comportamentos
Recompensar o seu filho com atenção e reconhecimento quando ele ou ela lida com a raiva de uma forma positiva.

9.Use a empatia
Imagine como seu filho está pensando e sentindo, olhe para a situação do ponto de vista de seu filho. Se a raiva do seu filho tem a ver com outra pessoa, ensinar a empatia e apontar como a outra pessoa pode estar se sentindo. Você poderia dizer algo como "Como você se sentiria se ..."

10.Ensinar através de livros
Ler livros infantis para o seu filho sobre como lidar com sentimentos de raiva.
Todo Mundo Sente Raiva JAne Bingham - Grassol - Este livro foi desenvolvido para ajudar as crianças a compreender e enfrentar situações novas e os sentimentos que elas despertam.

Pense nisso!!!
Por Simone Barbosa Pasquini