TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo (livreto para Download)

IDÉIAS QUE SE REPETEM,

PREOCUPAÇÕES CONSTANTES,

MEDOS EXAGERADOS ...

ISSO PODE SER TOC!!!
 
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos e medos irracionais (obsessões) que levam a pessoa a executar comportamentos repetitivos (compulsões). Com TOC, a pessoa pode perceber que suas obsessões não são razoáveis, e pode tentar ignorá-los ou detê-los. Mas isso só aumenta a  angústia e ansiedade. Finalmente, a pessoa se sente compelido a executar atos compulsivos, em um esforço para aliviar seus sentimentos de estresse.



Este livreto tem como objetivo levar ao conhecimento da população informações sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC - bem como apresentar formas atuais de tratamento.
Cada um de nós pode se tornar um agente de saúde. Para tanto é necessário que tenhamos o maior número de informações possíveis.
Divulgar os sinais e sintomas do TOC fará com que muitas pessoas, com ajuda destas informações, reduzam o tempo perdido sem diagnóstico e, conseqüentemente sem tratamento.
Os estudos comprovam que transcorrem em média 10 anos desde o momento em que se instala a doença até que as pessoas consigam o diagnóstico.
Isso é uma pena, pois quanto antes se iniciar o tratamento menor será o sofrimento e o risco de se desenvolverem outros problemas.
Infelizmente, o TOC passa despercebido com muita freqüência e tende a ser subdiagnosticado e subtratado por diversos motivos. Isto ocorre porque quem sofre com TOC costuma tentar resolver por conta própria um problema que se apresenta a todo momento. Sente-se obrigada a realizar certos comportamentos que contrariam sua vontade. Na maioria dos casos guarda esse problema em segredo, porque freqüentemente tem vergonha de falar sobre ele.

(introdução do Livreto)
Fonte: PROTOC

Reflexão: Evite PUNIÇÃO


Evite punição:
ela não instala comportamentos desejados e gera sentimentos aversivos, tais como:
raiva, agressividade, medo, depressão, ansiedade, angústia, insegurança, baixa autoestima etc.
Produz também sentimento de culpa no agente da punição.
(Hélio Guilhardi)



"...a criança deixa de ser um objeto a ser conhecido, reconquistando seu lugar de sujeito e autora no mundo em que se encontra estabelecida. Sendo sujeito, a criança não pode permenecer sem voz, e é no diálogo com o outro que ela mostra a indissociabilidade entre a forma e conteúdo da sua exintência ativa no mundo."

Solange Jobim

Voluntários no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (SP)

O Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, está recrutando 160 voluntários para pesquisas. Cada tratamento é oferecido por um departamento específico do IPq e seu início depende do preenchimento total das vagas. Podem se inscrever os portadores das seguintes doenças:

- Transtorno bipolar e depressão: inscrições devem ser feitas por e-mail (veja abaixo). Para homens e mulheres de 18 a 35 anos, que apresentem transtorno do humor bipolar ou depressão no máximo há cinco anos, podendo estar ou não em tratamento. Será oferecido acompanhamento mensal com psiquiatra e equipe de saúde mental;

- Estresse pós-traumático: inscrições às segundas e quartas-feiras das 9h30 às 12 horas pelo telefone (11) 3069 6988 e (11) 3069 6988 ou por e-mail (veja abaixo). Voluntários podem ser homens ou mulheres acima de 18 anos, que apresentem estresse pós-traumático. O tratamento será baseado em terapia cognitivo-comportamental (TCC);

- Depressão: inscrições pelo telefone (11) 3069 6648 e (11) 3069 6648, para homens e mulheres de 18 a 65 anos, com diagnóstico de episódio depressivo, que não apresentem outro transtorno psiquiátrico além da depressão e sem doença clínica grave ou instável;

- Depressão na gestação: mulheres entre 18 a 39 anos, que tenham os sintomas, podem se inscrever pelo telefone (11) 3069-8159 e (11) 3069-8159. Como tratamento será oferecida a estimulação magnética transcraniana, uma terapia segura e eficaz, que não oferece risco à mãe ou ao bebê.

- Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): inscrições pelo telefone (11) 3069 6972 e (11) 3069 6972, basta deixar nome e telefone de contato na secretária eletrônica e aguardar retorno. Os voluntários podem ser homens ou mulheres de 18 a 65 anos, que tenham sintomas de TOC como queixa principal (pensamentos e comportamentos repetitivos desagradáveis, “manias”). Serão aceitos pacientes em tratamento medicamentoso para TOC, desde que estáveis nos últimos 3 meses.

Mais informações: (11) 3069-8045 e (11) 3069-8045; email ouvidoria.ipq@hcnet.usp.br

Diogo Mainardi escreve livro sobre paralisia cerebral do filho

"Sou uma excelente babá, o que os americanos chamam de 'soccer mom'. Acompanho meus filhos em todos os lugares. Levo para treinar futebol e fico lá, esperando, no frio."

Essa com certeza não é a primeira imagem que vem à mente quando alguém pensa em Diogo Mainardi, o colunista mais ácido dos anos Lula, aquele que chamava o ex-presidente, entre outras coisas, de gordinho oportunista. Mas é, segundo o próprio, a que melhor define sua vida hoje.

Mainardi, 48, mudou? Em vários aspectos, sim. 2010 foi um ano de abandonos. Abandonou o gosto de escrever sobre política nacional e de interferir no debate do país em uma coluna semanal que teve na "Veja" por quase 12 anos. Abandonou o Rio de Janeiro, onde morava desde 2003.

"Passei a dar ainda mais valor à minha introspecção familiar. Tudo tem dimensão microscópica na minha vida hoje, e meus interesses são bastante pequenos", afirma.

Voltou a morar em Veneza, num prédio construído no século 15 e que fica no Grande Canal, a principal "avenida" da cidade, se tivesse avenidas em vez de canais. De suas três janelas, observa o esplendor da arquitetura renascentista.

É com essa paisagem que trabalha no livro que escreve sobre o filho mais velho, Tito, de dez anos. Espera lançá-lo neste ano.

"É sobre a minha experiência de ter um filho com paralisia cerebral. Não quero parecer pretensioso, mas é um pequeno ensaio sobre a diversidade. Terá comentários sobre essa experiência fascinante e absolutamente revolucionária na minha vida. Ela mudou tudo. Colocou tudo do avesso. Todas as minhas veleidades foram para o brejo."

Tito nasceu em 2000, nessa mesma cidade, onde Mainardi morava com a mulher, Anna, uma veneziana especializada em história da arte.

"Era um sábado, pegamos uma obstetra que estava com vontade de ir embora para casa. Tentou acelerar tudo e fez uma enorme bobagem."

A bobagem foi a compressão do cordão umbilical, o que interrompeu a oxigenação. Como resultado, o menino tem problemas de locomoção e de fala. Mas é um garoto sorridente, que adora fazer amigos e brincar com computadores e celulares.

Numa coluna de 2001, chamada "Meu Pequeno Búlgaro", Mainardi contou aos leitores sobre o filho. Na época, se perguntava se o menino depois não se incomodaria de ter sido exposto publicamente.

Hoje, diz não ter mais esse medo. "Meu filho sabe que estou escrevendo sobre ele. Não o incomoda de jeito nenhum. Quando a exposição não é exibicionista, não há por que ter medo. Além disso, a paralisia cerebral é tão dele quanto minha."

Mainardi afirma não ter interesses pedagógicos com a obra. "Na época da coluna, eu tinha alguns propósitos, como quebrar o estigma contra as pessoas com paralisia. Eu não vivi essa situação com dor. Quando você vê de fora, deve imaginar que é uma tragédia, um drama para a família. Eu achava pedagógico mostrar que não era assim. Agora, é apenas especulação intelectual."

O autor diz estar se lixando para aqueles que vão enxergar no livro um processo catártico. "Estou fazendo o livro de um jeito amplo. Falo de muitas coisas, de infanticídio durante o nazismo à arquitetura veneziana."

O filho é responsável por muitas das suas mudanças. Em 2002, o menino necessitava de fisioterapia intensiva e diária.

"Aqui não tinha. O sistema de saúde público da Itália é uma porcaria e não há opção de encontrar um bom profissional privado, que atenda em casa. Descobrimos uma ótima fisioterapeuta no Rio. Ao mesmo tempo, recebi uma proposta para trabalhar no Manhattan Connection, e minha participação podia ser gravada no Rio. Juntaram as duas coisas: meu filho faria o tratamento e eu teria mais um emprego para juntar uma herança que garantisse o futuro dele."

A volta para Veneza também tem a ver com o filho. "Foram outras combinações de fatores: a fisioterapia já não faz mais diferença para ele. Além disso, o Tito, enfim, ganhou o processo contra o hospital onde ocorreu o parto, e a indenização já garante o futuro dele. Não preciso mais de um triplo emprego. E hoje posso gravar o Manhattan daqui, da minha sala."

Por: VAGUINALDO MARINHEIRO
Reportagem na integra: Folha.com