Bullying:"Além de banalizar o conceito, o que mais conseguimos ao abusar desse termo? Alarmar os pais" Rosely Sayão


No dia 17 de maio, tive o prazer de participar como uma ouvinte curiosa, da palestra da psicóloga Rosely Sayão. O tema abordado foi questões de convivência e conflitos entre alunos.
 
Como espectadora pude perceber a demanda dos pais em relação a este tema e fiquei espantada ao ver como os mesmos estão amedrontados, imaginando que algo possa acontecer a seus filhos no ambiente escolar.
 
Escutei diversos relatos, perguntas e dúvidas em relação ao tema, histórias verbalizadas como: pequenos tiranos, criança marginal e aquele agressor violento. Fiquei perplexa ao me deparar com histórias rotineiras e simples sendo transformadas no Caso Casey (menino australiano).
 
O tema Bullying, tão exposto pela mídia, alarmou os pais de forma impressionante e basta algum acontecimento, por mínimo que seja, que rapidamente a palavra Bullying entra em ação.

Não estou dizendo que não existe bullying, mas sim, que este tema está sendo banalizado, por pequenas coisas e situações conflitantes e corriqueiras de convívio entre colegas que sempre aconteceram e sempre acontecerão, sem ultrapassar os limites das relações civilizadas.

Temos, como pais, a responsabilidade de avaliar o que realmente ocorre com o filho, escutar a história, analisar se realmente há necessidade de intervenção de um adulto, além de debater com a criança formas de solução e ajudá-lo a enfrentar da melhor maneira essa situação. 

"Não prive seus filhos da companhia de colegas diferentes no comportamento, na idade etc. Esses relacionamentos, mesmo conflituosos, são verdadeiras lições de vida para eles que, assim, aprendem a criar mecanismo de enfrentamento, a avaliar riscos e, principalemnte, a reconhecer as situações em que precisam pedir ajuda." Rosely Sayão

Temos que refletir!!!

Palestra: Como Aventurar-se com os filhos no mundo dos livros?

Como selecionar um livro de qualidade para meu filho? O que devo levar em conta nesta escolha? Como explorar o livro? Neste encontro, a proposta é apreciar, observar e conversar sobre os diferentes tipos de livros, o trabalho dos autores e ilustradores, e o papel do adulto como parceiro nesta aventura maravilhosa que é a leitura!

Palestrante: Edi Fonseca, atriz, contadora de histórias e consultora em Educação e Cultura

Haverá atividade infantil para as crianças na área infantil da loja.

Apoio: Ed. Moderna
Dia 28/5, Sábado, das 16h às 17h30
Livraria da Vila Lorena
Grátis, inscrições antecipadas - Clique aqui!!!







Você já ouviu falar em Marshmallow?

Através dos Marshmallows, psicólogos da Universidade de Santford descobriram que as crianças que controlaram o impulso de comer um marshmallow são os que se saem melhor na escola! Como?

Bem, apesar de, por um lado ser até engraçado, por outro, esta pesquisa tem muito a nos dizer sobre o autocontrole das crianças e a vida adulta dos mesmos. O significado da experiência original não tinha nada a ver com marshmallow mas sim, tudo a ver com a importância do controle dos impulsos e da capacidade de adiar a gratificação e consequentemente, fazer escolhas inteligentes.
Em suma, esta foi uma pesquisa de longo prazo que, primeiramente foi conduzida pelo psicólogo Walter Mischel, em 1968. Centenas de crianças fizeram parte deste estudo que seguiu-as até a vida adulta. A pesquisa resumia em colocar as crianças em uma sala sozinhos com um marshmallow e disseram se não comê-lo depois de 15 minutos, eles seriam recompensados com dois marshmallows. O teste comprovou que as crianças que não conseguiram esperar pelo segundo marshmallow tiveram diversos problemas de controle dos impulsos mais tarde na vida, como por exemplo:
  • Maior índice de massa corporal
  • Consumo abusivo de substância (álcool e drogas)
  • Baixa autoestima
Essa pesquisa veio a tona novamente quando Dr.Dave Walsh recriou partes deste estudo, em colaboração com a TV WCCCO em Minneapolis e pode, mais uma vez, expor a importância da aprendizagem das crianças em relação ao controle de impulso:


“É fundamental ensinar todas as nossas crianças, tanto meninos quanto meninas, como dizer "não" a si mesmos, porque a auto-disciplina é a chave para o sucesso e felicidade. Existem dois desafios para os pais: Primeiro de tudo, as crianças não aprendem a auto-disciplina por conta própria, necessitando dos pais, professores e outros cuidadores. Em segundo lugar, controle de impulsos não se aprende em uma aula. É um padrão de aulas que se repetem uma e outra vez. A melhor estratégia para ensinar controle dos impulsos é "limites e as conseqüências." Isto implica deixar a criança saber de antemão quais são as expectativas ou limites e qual a conseqüência, se as expectativas não são cumpridos ou os limites observados. É importante que a criança saiba que eles estariam "escolhendo" a conseqüência de seu comportamento. No caso em que a expectativa não seja cumprida ou o limite não seja respeitado, é muito importante para os pais seguir com a consequência de forma calma e de maneira consistente. Assim a criança experimenta o resultado negativo da sua própria escolha. Seguindo esse padrão consistente, que não é fácil mas é muito eficaz.” Dr. Dave Walsh

O teste do marshmallow foi uma forma inteligente para medir a auto-disciplina, que é como um fator chave de sucesso em tantas áreas da nossa vida.
É importante lembrar que estamos falando de generalizações aqui
com muitas exceções à regra.

Muitos pais têm dificuldade em dizer não a seus filhos, pois desenvolveram uma reação alérgica a infelicidade da criança. Realmente, não é fácil a tarefa de dizer “não” a uma criança e tentamos ao máximo suavizar a maioria dos obstáculos dos pequenos e acabamos nos enganando pois nossa função é ter certeza de que nossos filhos tenham "amortecedores" para que possam lidar com os solavancos da vida.

Estabelecer limites e fazer cumprir as consequências é um trabalho árduo e o caminho de menor resistência é o de ceder a uma lamentação. Dizer "não" é mais difícil a curto prazo do que dizer “sim." O problema é que o “sim” é muito mais difícil a longo prazo para mudar as coisas. Se não podemos dizer "não" a uma criança de dois anos, nós não conseguiremos dizer o mesmo quando ela tiver quinze anos.

Para incorporar a importância de ensinar nossos filhos a entender "não significa não" enquanto ainda mantém paternidade de uma forma positiva é fácil, mas ao mesmo tempo difícil pois precisamos avaliar a situação, ou seja:
"Estou dizendo sim, porque eu acho que é a coisa certa a fazer, ou porque é o caminho de menor resistência. Se eu estou dizendo que sim só para acalmar uma criança, então eu posso estar comprando a paz a curto prazo à custa de prejuízos a longo prazo.” Exemplifica Dave.

A resposta a esta pergunta é simples e difícil. A resposta simples é a calma, e aplicar consistentemente as consequências sem ser atraídos para as lutas de poder. No entanto, é difícil de fazer. Precisamos lembrar que o trabalho do filho é empurrar os limites e é nosso trabalho para configurá-los.

Persistência, paciência e determinação
são características essenciais para a felicidade e sucesso a longo prazo.
O objetivo é dizer "não" quando preciso.
Paciência é uma arte,
O equilíbrio de um sim e não é de fato uma arte.

Para saber mais, visite mais Dr. Dave Walsh

Convite para crianças e adolescentes com TOC

Trata-se de estudo multicentrico com participação do ambulatório de Ansiedade do Serviço de psiquaitria da Infância e Adolescencia e do PROTOC, ambos do complexo IPq-HC-FMUSP, além de serviços fora da cidade de São Paulo, estão recrutando pacientes para um estudo com TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).

Desenvolvendo estratégias adaptativas de tratamento de crianças e adolescentes com transtornos psiquiátricos no contexto da saúde pública: a “medicina em prática”.

Objetivo: determinar qual tratamento ou combinação de tratamentos é apropriada para jovens com transtorno obsessivo compulsivo- (TOC), num contexto de saúde pública

População alvo: crianças e adolescentes TOC entre 6 anos e 17 anos e 4 meses

Tipos de tratamento:

- tratamento médico (consultas quinzenais)

- psicoterapia (sessão semanal – grupos de 4 a 8 crianças/adolescentes)

Duração do tratamento: 28 semanas

Triagem Aberta!

Contato: (11)3069-6972 (Helena - PROTOC)

O segredo das boas relações


É dispensável mencionar a importância dos relacionamentos em nossa vida cotidiana. Tratados de psicologia, sociologia e medicina se fartam de discutir sobre as mais diversas formas de relacionamentos. O resultado de nossas relações, sejam elas profissionais, familiares, amorosas ou de pais com filhos constituem – em última análise – o que nós somos: profissionais competentes, pais coruja, esposas ciumentas, etc.

Um funcionário que mantém boa relação com os colegas contribui fortemente para a eficiência de sua relação profissional. A esposa que mantém relação saudável com marido e filhos dá um importante passo na busca da felicidade no lar.

O problema é que nem sempre conseguimos administrar bem todas as relações que mantemos. Isso nos causa sofrimento. A maior dificuldade é que a manutenção das relações, necessariamente, envolve o comportamento de duas pessoas. Então, como sanar o problema do filho malcriado, do marido incompreensivo, do chefe exigente, que nos causa stress, tristeza e ansiedade?

A boa notícia é que há soluções. As circunstâncias e as pessoas mudam. Jargões, como “não adianta ele não muda e não sei mais como fazer” serão postos de lado. O primeiro passo é perceber que, geralmente, reclamamos do comportamento do outro colocando-o 100% da responsabilidade. “Minha mãe me exige muito.” “Meu marido reclama das coisas que faço.” Porém, inúmeras pesquisas mostram que são as consequências que seguem esse tipo de ação que irão mantê-las ou não. Ou seja: a forma como agimos depois que alguém se manifesta será decisiva para alimentar ou desestimular a ação do outro.

Tome como exemplo uma criança que pede sorvete na hora errada. A mãe pode oferecer duas consequências: sucumbe aos apelos e atende ao desejo (afinal aquele escândalo precisa acabar) ou, simplesmente, ignora o pedido e aguenta a birra por um tempo. A primeira atitude ensina a criança que o escândalo é uma forma eficaz para conseguir o que se deseja. A segunda poderá até deixar a criança contrariada, mas ensinará que esse tipo de comportamento não funciona e, em pouco tempo, os escândalos tendem a se extinguir.

Nos dois casos acima, vemos que o comportamento da criança é o mesmo. Mas os resultados tomarão rumos diferentes dependendo da consequência dada pela mãe. O mesmo critério se aplica para todas as outras relações que mantemos, já que estamos falando de como os comportamentos se mantém ou não.

Entender que muitas vezes somos nós, através das consequências, que mantemos o comportamento de quem tanto reclamamos, é uma ferramenta valiosa nas boas relações. Assim, ao contrário do que imaginamos, temos muito mais responsabilidade, mas também muito mais controle sobre manter ou não o comportamento indesejável dos outros.

Maria Carolina Kherlakian Nicolau e Alda Marmo
Analistas do Comportamento - Educare Assessoria Psicoeducativa

Programa discute sobre as redes sociais na internet

Reportagem interessantíssima sobre redes sociais na internet realizada em 09 de Abril com dois convidados experts:
Almir Del Prette
e
Zilda A. P. Del Prette

Reportagem dividida em 4 blocos:


Vale a pena assistir!!!

Livro para criança: Segredo Segredíssimo

Lançado em 29 de abril, este livro aborda um assunto, infelizmente, ainda muito obscuro e conflitante que é o abuso sexual infantil.  Este tema é pouco divulgado e perpetua um tabu. A criança vítimizada, por sua vez, fica paralisada diante desta situação que às vezes não compreende e às vezes sabe o quanto isso é errado mas permanece quieta pois é constantemente ameaçada pelo abusador, e assim, perpetua o sigilo sufocante. 
Amedrontada, se isola e tem comportamentos estranhos perante as pessoas mais próximas.
Este ciclo vicioso ocorre com muitas crianças, muito mais do que imaginamos e por isso é importante falar, proteger, estar sempre atento e saber escutar os pequenos.
Já que este assunto já é complexo para o mundo dos adultos, para  explicar para uma criança como atuar em momentos como esses e se proteger é mais complicaco ainda, por isso este livro escrito por Odívia Barros veio como grande ajuda.

Descrição:
 
Adriana é uma menina triste que tem um segredo segredíssimo. A sorte dela é que sua amiga Alice é muito esperta, e ao saber do segredo dá a Adriana um conselho conselhíssimo. Adriana segue o conselho e sua vida muda para melhor. Livro infantil polêmico e inovador, já avaliado por educadores, e que vai dar o que falar. A autora toca delicadamente – mas com firmeza – na questão do abuso infantil. Destinado à educação infantil nas escolas públicas e privadas.

Obs.: A autora, em entrevista para o Estado de São Paulo (História singela para um tema difícil), recomenda esta leitura para crianças a partir de 5 anos!
Vale a pena!!!