Cinema de Ninar - "O Caminho das Gaivotas"

Coprodução entre Brasil e Cuba, animação retrata a solidão na infância e resgata a tradição de contar histórias.

Este desenho conta a história de crianças abandonadas, não aquelas que vivem nas ruas pedindo dinheiro, ou as órfãs abandonadas por pais e parentes, mas sim as que sofrem o abandono de querer falar e não serem ouvidas. "É para as que não escutam mais canções de ninar ou cantigas de roda, mas sabem de cor jingles publicitários. A elas é dedicado o curta O Caminho das Gaivotas, a primeira produção da série Histórias do Coração", diz Flavia Guerra em sua reportagem, e completa relatando, "e este comum vai além da latinidade estereotipada. Mais que a música, o arroz com feijão, a negritude, a alegria brasileiras e cubanas, a série quer dar voz a crianças que, cubanas ou brasileiras, querem se comunicar".

"Não conseguia imaginar como uma criança tenta chamar a atenção de um adulto e não é ouvida", diz Harold López-Nussa, jovem maestro cubano que musicou o filme: "as crianças estão sim abandonadas. É um abandono sutil, físico e emocional".

"Para Patrícia, que percorreu Cuba e Brasil, ouvindo a opinião de muitos velhos e crianças, a infância precisa ser ninada. "E é por isso que o filme se tornou uma história e uma canção de ninar. A criança precisa ser acolhida. Quando se põe uma criança por cinco horas na frente da TV, ela está abandonada", contou a coordenadora da "frente Brasil" do projeto financiado pela Secretaria do Audiovisual.

"Tem coisa mais triste que uma menininha que rodopia feito pião para tentar ser ouvida pelos adultos? Que brinca sozinha? Eu assistia ao filme e dizia: "Ela está sofrendo muito". diz a cantora Omara Portuondo que participou do filme
"O Caminho das Gaivotas é um filme feito parar e refletir. Repensar propostas, caminhos e objetivos. Construir, abrir outros. Conciliar interesses. Desconstruir olhares. Relativizar. Pesquisar. Ouvir e dialogar. Trocar. Experimentar. Agir."

Todas essas ações estão conjugadas no processo de criação, desenvolvimento e produção da animação O Caminho das Gaivotas.

Esses são os trechos de uma reportagem interessante de um desenho que será estreiado em junho no Brasil. São trechos, frases que nos fazem pensar em nosos comportamentos, além de instigar nossa curiosidade em relação a este filme.
Fonte: Flavia Guerra - O Estado de S.Paulo e Animãção Brasil-Cuba

Palestra gratuita - Na primeira infância, educa-se mais por palavras ou por sentimentos? Como fazer?




O Colégio Santo Américo (São Paulo) realizará hoje, às 20:30, uma palestra gratuita e aberta ao público em geral. O palestrante, Prof. Dr. Paulo Afonso Caruso Ronca abordará a importância do relacionamento afetivo na primeira infância, enfatizando que as crianças, nessa idade, são educadas mais pelo que os pais sentem por elas do que propriamente por palavras ou ordens. No entanto, como se pode educar por sentimentos? Consegue-se tal proeza?


Mais informações: http://www.csasp.g12.br/

Não consigo conversar com meu filho, o que eu faço?


Criar um filho é provavelmente o trabalho mais gratificante que realizamos em nossa existência, mas também é um dos mais difíceis.

Vivemos em um mundo cada vez mais complexo que nos desafia todos os dias com uma gama de questões que podem ser difíceis para a criança compreender e para o adulto explicar.


Manter linha de comunicação aberta entre pais e filhos é extremamente importante para um bom relacionamento. Queremos que nossos filhos compartilhem seus pensamentos e sentimentos, a fim de compreender e ajudar em momentos difíceis.


As crianças não nascem sabendo como expressar seus pensamentos e sentimentos de forma apropriada, também não são automaticamente preparadas para ouvir o que os pais lhe dizem e como seguir suas orientações, e sim, devem ser ensinadas a falar e ouvir os outros.


Não importa a idade que seu filho tenha, o quanto antes iniciar uma boa comunicação, facilitará no decorrer do desenvolvimento da criança.


Para fazer com que essa comunicação flua, segue algumas sugestões:

Criar um ambiente aberto: Um lugar em que o adulto expõe suas idéias e valores de forma clara, assim como ouvir e respeitar a criança em suas opiniões.

Aceitar a criança como ela é: Quando uma criança se sente aceita pelos pais, esta se sente confiante e segura para compartilhar seus sentimentos e problemas.

Ouvir a criança: Manter uma escuta ativa e interessada faz com que a criança sinta-se importante e estimulada a falar mais.


Lembrete: Não finja que você está ouvindo quando você não está. Se você está ocupado, pergunte para seu filho se o problema pode esperar pois neste momento você não conseguirá dar atenção sufuciente para ele.

Deixe a criança falar: Ao conversar com uma criança, diversas vezes interrompemo-as e damos opiniões ou mostramos logo nossas intransigências a respeito de determinado assunto, culpamos ou damos conselhos provocando o silêncio da criança e consequentemente uma omissão sobre determinado assunto fazendo com que a criança perca o interesse em compartilhar seus assuntos e sentimentos.

Contato visual: Tentar falar com uma pessoa que diz estar escutando é desencorajador para qualquer adulto, assim como para as crianças. O contato olho no olho é eficiente e indica para a criança que aquele momento sua atenção está voltada para ela.

Paciência e a Honestidade: Em um diálogo, é de extrema importância, a paciência e a honestidade mesmo que alguns assuntos sejam difíceis. Examinar o assunto e a faixa etária da criança é coerente.

Lembrete: Muitas vezes os pais precisam melhorar suas habilidades de comunicação então um exercício valioso é explicar de várias formas, usar palavras diferentes e falar quantas fezes for necessário, em momentos diferentes. Às vezes tentar outras formas de comunicação com base na nossa experiência e na compreensão de como é nossa criança pode dar certo!


Palavrinhas essenciais: Quando conversamos com a criança, há algumas palavras que facilitam e estimulam a criança como:“Hummmm!”, “Oh!”, “Sei”.
Assim a criança sente-se confiante para continuar a falar, consegue elaborar melhor seu pensamento e há possibilidade de encontrar suas próprias soluções.

Validar o sentimento: Aceitar o sentimento da criança nomeando-o corretamente conforta-a deixando-a tranqüila com tudo o que está sentindo.

Diga a criança o que fazer e não o que NÃO FAZER: Quando pedimos algo para a criança, logo colocamos esta palavra “NÃO” como negássemos a possibilidade de tal comportamento ocorrer.
Para melhor explicar:
Não fale - Não bata a porta!
Fale - Feche a porta devagar, por favor

 
“Parabéns”, “Obrigado”, “Por Favor”: As crianças também precisam de gentilezas comuns que nós utilizamos com as outras pessoas. Elas também aprendem imitando a fala e o comportamento dos adultos.

Não usar palavras rudes, que rotulam a criança: Palavras grosseiras são péssimas para uma boa comunicação, além de fazer a criança sentir-se incomodada, triste e provocando um pobre auto conceito. Há várias formas de cometer este erro:
Ridicular: “Você está agindo como um bebê”
Vergonha: “Olha o que você está fazendo, seus amigos estão todos olhando”
Insultos: “Você é um vacilão
Se a criança fez algo que não agradou, diga-lhe que não gostou de tal comportamento, nomeando-o corretamente.


Incentivar: As palavras amáveis dão resultados positivos e reforçam a auto confiança, ajuda a pensar melhor nos comportamentos e suas conseqüências e dá ânimo para se esforçar mais e para conseguir mais.
Exemplo:
“Obrigado por me ajudar.”
“Você fez um bom trabalho ao arrumar a cama.”
“Estou feliz com você.”
“Eu te amo.”
“Gostei de ver que você chegou da escola, colocou a mochila no lugar e a lancheira na cozinha.”


A boa comunicação ajuda as crianças a desenvolver a confiança, sentimentos bons, auto estima e torna a vida mais agradável com eles ajuda-os a crescer e tornarem adultos que têm bons sentimentos sobre si mesmos e com os outros.

Lembrete: Mudar uma atitude ou a forma de comunicação que estamos acostumados não é fácil, é como reaprender algo já aprendido mas é importante realizarmos este esforço pois isso será construtivo e reforçados para a relação de vocês.

Pense Nisso!

Por:Simone Barbosa Pasquini

Curiosidades: Dieta nos 3 primeiros anos de vida pode influenciar o QI, afirma cientistas


Uma dieta com muita gordura e açucar nos primeiros anos de vida pode afetar o desenvolvimento do quociente intelectual (QI), diz estudo da Universidade de Bristol publicado no British Medical Journal. A pesquisa foi feita com base em questionários detalhados preenchidos pelos pais de 14 mil crianças nascidas em 1991 e 1992 sobre o tipo de comida que consumiam na infância. Essas crianças foram periodicamente submetidas ao teste Wechsler, que mostrou que as que tiveram dieta menos saudável, com excesso de alimentos processados, apresentaram QI menor que aquelas que consumiam mais legumes, verduras, cereais e outros alimentos saudáveis. O período considerado crítico foi o de 0 a 3 anos de idade.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo - 09/02/2011