Reflexão: Crianças aprendem com a experiência


Se a criança convive com a censura,
ela aprende a condenar.

Se a criança convive com a hostilidade,
ela aprende a brigar.

Se a criança convive com o escárnio,
ela aprende a ser tímida.

Se a criança convive com a vergonha,
ela aprende a sentir-se culpada.

Se a criança convive com a tolerância,
ela aprende a ser paciente.

Se a criança convive com o encorajamento,
ela aprende a ser confiante.

Se a criança convive com o elogio,
ela aprende a apreciar.

Se a criança convive com a integridade,
ela aprende a justiça.

Se a criança convive com a segurança,
ela aprende a ter fé.

Se a criança convive com a aprovação,
ela aprende a gostar de si mesma.

Se a criança convive com a aceitação e a amizade,
ela aprende a encontrar amor no mundo.

Dorothy Law Nolte

Seja bem vinda a nova integrante do Psicologia e Ciencia

Gostaria de compartilhar com vocês mais uma conquista!!!
Fui convidada pelo psicólogo Marcelo C. Souza a ingressar no grupo Psicologia e Ciencia. Este grupo tem o objetivo de divulgar conhecimento em Psicologia de forma didática e acessível para profissionais, estudantes e pessoas interessadas.
Acessem para conhecer: Psicologia e Ciencia

Curiosidade: Método ABA para pais de crianças com diagnóstico de Autismo


O Doutorando pela USP Robson Faggiani, da Equipe Psicologia e Ciencia, está desenvolvendo, como parte de seu projeto de doutorado, um tutorial sobre o método ABA para pais de crianças com diagnóstico de autismo.

É um material muito interessnte, de fácil manuseio, e a linguagem é bastante acessível. Quem quiser acesse:

Psicologia e Ciência - Tutorial ABA 

Cartilha de Orientação de Pais

Meu filho está com dificuldades, o que posso fazer pra ajudar?
Esta é a pergunta mais comum entre pais de crianças que apresentam dificuldades na escola. A primeira coisa a se pensar é que não existe um manual de instruções para a criança. O que é importante saber é que o jeito da criança agir com determinadas coisas é aprendido em suas interações; e, portanto, é possível criar um ambiente que estimule seus estudos e desenvolvimento pessoal. Aqui vão algumas dicas de Zoega et. all. (2004) sobre como fazê-lo:

1º Está claro, para seu filho, quais são seus direitos e deveres? É importante que exista clareza sobre o que são os direitos e deveres de seu filho. Seus direitos são conquistados à medida que cumpre seus deveres, e devem ser respeitados pelos pais.

2º O seu filho possui uma rotina de estudos organizada? É importante que os horários da criança sejam bem organizados e que sua rotina de estudos seja respeitada. Cada tipo de atividade deve ter um horário, e a criança rende mais se estudar antes de se cansar com outras atividades.

3º Existe clareza sobre quais são os limites da criança? É importante que ela aprenda que regras são para serem seguidas, e que o não seguimento, tem como conseqüência a perda de alguns direitos (como assistir TV, por exemplo). À medida que a criança cresce é importante que ela possa participar do estabelecimento destas regras, o que contribui para desenvolvimento de sua responsabilidade.

4º Você acompanha seu filho em suas atividades? É importante que os pais acompanhem os filhos em suas tarefas, mas sem criar um clima de pressão ou cobrança, mas de incentivo e valorização pelo que ele faz. Se for ajudar, é importante que não fala por ele, mas apenas ajude.

5º Você dá autonomia a seu filho sem deixar de cuidar dele? O incentivo à independência é importante para que a criança torne-se uma pessoa responsável mais tarde. Essa independência deve ser fornecida aos poucos, dosando proteção e autonomia.


6º Você o ajuda a ter um contexto adequado aos estudos? Com mesa e cadeira confortável, poucos movimentos ou barulhos que possam tirar sua atenção, sem fome, sede calor ou frio.

7º Você estabelece interações positivas com seu filho? Embora castigar faça com que, naquele momento, a criança deixe de comportar-se inadequadamente, isto não a ensina a conduta correta. E longe do risco do castigo, se o contexto favorecer, ela voltará a comportar-se inadequadamente. É mais proveitoso que os pais valorizem como puderem o que ela faz de adequado, por mais que esteja apenas cumprindo seu dever. Esse comportamento valorizado tenderá a ocorrer mais vezes.

8º Você demonstra afeto pelo seu filho? Muitos pais não o fazem por não terem tempo, ou tentam suprir com presentes ou coisas do tipo. Se os pais são sempre afetuosos com os filhos é bem mais fácil fazê-los seguir regras com boa vontade. Eles farão o que o pai quer por gostar dele, e não por temê-lo.

9º E você, cumpre com seus deveres? A criança aprende muito mais vendo do que ouvindo. Se o pai cobra dela que ela cumpra regras, compromissos e deveres, mas ele próprio não cumpre dificilmente a criança o fará.

10º Você conversa com seu filho? Apenas interroga, ou simplesmente não conversa? É importante que os pais mostrem-se dispostos a ouvir e ENTENDER o filho. Isto ajuda a encontrar a solução para a maioria dos problemas. Um interrogatório, no entanto, onde apenas o pai pergunta e o filho responde, piora a situação. Dar sermões também diminui as chances de que a criança fale. Coloque-se no lugar da criança.

11º Ajude-a a pensar no que aprende. Ou pelo menos ajudar a criança a encontrar aplicabilidade naquilo que aprende. Conversar com ela sobre o que ela estuda pode ser interessante.

12º Incentive o brincar. Uma criança que brinca tem melhor qualidade de vida, menos estresse e, conseqüentemente, melhor rendimento.

13º Você se interessa pela vida de seu filho? É importante que seja demonstrado interesse pela vida do filho como um todo, e não apenas pelos resultados que ele apresenta na escola. Isso faz com que a criança sinta-se mais valorizada e, por conseqüência, se esforce mais.

Já parou pra pensar sobre como é que o seu filho aprende?
Muita gente com certeza diria que não.

A aprendizagem é um processo que, pode-se dizer, inicia-se de fora pra dentro. A criança nasce com um conjunto de características físicas e comportamentais que são comuns a todos os outros seres humanos, e é a partir destas características que ela inicia a sua interação com o mundo.

A criança, a princípio, possui apenas movimentos aleatórios. À medida que ela vai experienciando o meio que a cerca, estes movimentos vão gerando certas conseqüências que, ao se associarem ao contexto no qual ocorrem, passam a controlar as suas ações. Por exemplo: um bebê recém nascido move aleatoriamente o braço. Um belo dia descobre que movendo em certa direção, terá como conseqüência bater no móbile e fazer um som. Ela aprende então que, na presença do móbile, aquele movimento tem como conseqüência o “som”, aprendendo, deste modo, a extrair o som do móbile. Se não houvesse a conseqüência (som), ela não aprenderia a bater no móbile.

A mesma coisa acontece com a maioria dos outros comportamentos da criança. O estudar, por exemplo, o que tem como conseqüência? O reconhecimento dos pais? Mais horas para se divertir a tarde? O direito de jogar vídeo-game? Sim, para que a criança aprenda a estudar, este comportamento precisa ter conseqüências agradáveis para ela. Esta conseqüência tem, necessariamente, que ser algo do interesse da criança; ou seja, algo que ela goste.

Um detalhe importante é que estas conseqüências devem ser imediatas; isto é, quanto menor o intervalo de tempo entre o momento em que a criança comportou-se adequadamente e o momento em que a conseqüência foi apresentada, maiores as chances daquele comportamento ser aprendido.

Parece artificial? Sim, mas até que a criança de fato tenha aprendido a estudar, dificilmente este comportamento irá gerar conseqüências naturais que exerçam controle sobre ele. Com o tempo, o próprio estudar tornar-se-á prazeroso para ela, mas até então, é necessário que os pais contribuam deste modo.

Encarar o “estudar” como nada mais do que uma obrigação da criança é um erro. Embora os pais pensem assim, é bobagem querer impor isto ao filho. Pelo contrário, se os pais associarem o “estudar” com broncas, imposição, brigas ou coisas do gênero, estarão apenas contribuindo para que a criança goste cada vez menos de estudar.

Se a aprendizagem da criança ocorre assim, de acordo com as conseqüências que seu comportamento gera no ambiente, culpabilizá-la por não aprender é, então, apenas se fugir da própria responsabilidade. Como dito antes, é certo que nenhuma criança nasce com manual de instruções, mas é possível aprender a lidar com ela e programar condições para que ela desenvolva o gosto e o hábito de estudar.

Por: Esequias Caetano de Almeida Neto - Psicólogo
Fonte:Comporte-se

Crianças que não gostam de comer



É comum, entre crianças, a recusa por alguns grupos de alimentos – em muitos casos, os mais nutritivos e saudáveis, para desconforto dos pais. Também, com freqüência, as crianças passam por momentos nos quais o comer parece ser a última de suas preocupações por exemplo: nas férias, quando há muitas crianças e brincadeiras que “roubam” a atenção nas horas de refeição ou quando há uma mudança importante no cardápio, às vezes por ocasião de uma viagem. Situações como essas tendem a ser passageiras e não trazem prejuízos para o desenvolvimento e saúde da criança.

No entanto, a recusa pela alimentação pode constituir‐se como um problema quando a criança passa a desenvolver doenças decorrentes de baixa imunidade; quando a curva de crescimento (peso e altura) encontra‐se abaixo do normal ou, ainda, quando a seleção dos alimentos aceitos pela criança passa a ser, progressivamente, menor.

São em situações como essas que, muitas vezes, os pais se desesperam e, em uma tentativa de solucionar o problema, assumem atitudes contraproducentes. Uma das práticas mais comuns é ameaçar: “se você não comer eu vou te bater” ou “se você não comer vai ser um fracote e todos os meninos vão te bater”. Ameaças como essas tendem a produzir intensa ansiedade (acompanhada de enjôos e “garganta fechada”), prejudicando ainda mais a vontade de comer. Vale lembrar que, enquanto para algumas pessoas a ansiedade pode associar‐se ao aumento de apetite, para aqueles que tendem a rejeitar alimentos, a ansiedade é mais um elemento inibidor de apetite.

Também é bastante comum que pais de crianças que recusam alimentação gastem muito tempo acompanhando as refeições e, ao final dela, tenham esgotado seus tempos e suas paciências. Nesses casos, podemos dizer que toda a atenção e a presença dos pais podem estar associadas ao não comer, faltando tempo e energia para momentos gostosos, de brincadeiras e diversão. Dessa maneira, é possível que as crianças passem a associar a atenção e cuidados à recusa pela alimentação.

Na tentativa de resolver ou suavizar esse problema, costumamos sugerir no consultório pequenas mudanças, como as apresentadas a seguir:

1) Pratos com muita comida tendem a produzir muita ansiedade na criança (que tende a vê‐los como montanhas impossíveis de serem escaladas). Permita que a criança, assistida pelo adulto, faça seu próprio prato – exigindo apenas que ela coloque “um pouquinho de tudo”. É preferível um prato com pouca comida, que dê a oportunidade da criança terminá‐lo e ouvir dos pais: “Você raspou o prato! Se quiser, pode até repetir”.

2) Quando houver uma margem de tempo razoável, após poucos minutos de rejeição à comida, prefira afastar‐se da criança e, com suavidade, sugira que ela o chame quando estiver com fome. Nesse intervalo, procure dar pouca atenção à criança, explicitando que a companhia virá durante e após a refeição.

3) Ao início da refeição, combine com seu filho alguma atividade (brincadeira, jogo ou assistir juntos um programa de TV), que deverá ser realizada somente após comer.

4) Em geral, a criança com esse problema associa o alimento a desconforto, ansiedade e brigas. Para suavizar isso, é interessante que se faça uma associação entre comidas e situações agradáveis. Para isso, vale cozinhar junto com a criança, brincar de casinha utilizando um pouquinho de ingredientes de verdade (por exemplo: alguns grãos de arroz e feijão e uma folhinha de alface picada) ou ler histórias envolvendo comidas.
É importante salientar que, em alguns casos, mudar esse quadro não é fácil e exige ajuda especializada de um psicólogo infantil, que deve realizar um trabalho com a criança em consultório e, paralelamente, oferecer orientações aos pais para que esses possam manejar com mais tranquilidade e eficiência esse problema.

Por: Joana Singer Vermes - Psicóloga
 Comportamental

Problemas de Aprendizagem – Por que existem pessoas que tem problemas para aprender?



É muito comum encontrar escolas e pais que não sabem o quê fazer com aquele aluno ou filho que tem uma certa dificuldade para aprender os conceitos das aulas. Grande parte das instituições de ensino, sobretudo as escolas da rede publica ,não contam com serviços de psicologos ou psicopedagogos para auxiliar esses individuos.

Em um primeiro momento, podemos analisar superficialmente o problema de aprendizagem como uma dificuldade em absorver informação. Os motivos são multifatoriais. Pode ser desde um problema de visão simples de se corrigir com o uso de óculos ,como pode ser mais complicado como a Dislexia necessitando tratamento psicologico, psicopedagógico e dependendo do caso medicamentoso.

Ao se fazer referência às dificuldades de aprendizagem não se pode perder de vista a presença de distorções inerentes ao próprio sistema educacional e às influências ambientais que funcionam como contexto para as manifestações comportamentais e as peculiaridades do indivíduo que pode apresentar, no sistema escolar, o sintoma de não aprender (Linhares, 1998; Marturano, Linhares & Parreira, 1993).

As escolas ou qualquer outra instituição de ensino tendem a estigmatizar o aluno que esta tendo baixo rendimento, supondo que é um problema do proprio aluno. Hoje com os avanços da Psicologia da Educação, sabemos que o Ambiente tem muita importancia. Grande parte das escolas tendem a ignorar o problema, colocando no aluno toda a culpa por seu baixo desempenho, encaminhando o para psicologos que acabam não achando nada errado. Quando se faz uma caracterização do Ambiente, entendemos claramente os motivos dos problemas de aprendizagem que a instituição atribuiu unicamente ao aluno.

Ao constatar individuos com problemas de aprendizagem, é importante verificar qual é o ambiente que esse individuo esta inserido. Ele tem todos os materiais apropriados para aprender ? Essa pessoa possui algum problema emocional ou organico que a impedem de fixar atenção nas disciplinas ? Sera que esse ambiente é favoravel ao aprendizado?

Enfim, existem inumeras questões antes de colocarmos a culpa no aluno. Analisando grande parte dos casos que chegam aos consultorios dos psicologos, entendemos que grande parte do problema esta no ambiente e não no individuo. Existem formas de ensino que são mais eficientes para transmitir conhecimento. Uma dessas propostas é a Abordagem Comportamental.

Se você esta tendo dificuldades em entender os conceitos da sua escola, faculdade ou trabalho, pare uns minutos por dia. Comece a pensar em como é o seu ambiente de trabalho, como é o seu ambiente na faculdade ou na escola. É um ambiente acolhedor ? Aconchegante ? Iluminado ? Os professores parecem animados ao ensinar? Como esta a sua vida ? Esta muito ansioso ? Um periodo de mudanças ou mesmo de Stress com algo?

Caro leitor, o problema de aprendizagem não é uma sentença, muito pelo contrario, definindo as causas reforçadoras para o não aprender, podemos planejar estrategias de intervenção eficientes para a mudança comportamental do não aprender.Claro que dependendo do caso é sempre recomendado procurar um Psicologo qualificado para discutir as questões que o perturbam e restalebecer seu foco.

Alguns problemas são especialmente dificeis de se resolver sozinho, nesses casos é muito importante que um psicologo seja consultado. As vezes o problema é mais facil de se resolver do que se pensa.O importante é que você o resolva e alcance todos os seus objetivos.

Por : Marcelo C. Souza

Bullying – O terrorismo psicológico


Uma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. A palavra não tem uma tradução exata e no português é traduzida mais ou menos como “assedio moral”.

O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível. No Brasil a forma mais típica de Bullying são os apelidos humilhantes exaltando defeitos físicos e as agressões físicas.

O Bullying infelizmente é presente no mundo todo e em alguns países, as vitimas cometem atos extremos com mais freqüência como homicídios e suicídio como vimos nos recentes ataques em escolas dos Estados Unidos, onde vitimas de Bullying invadiram a própria escola com armas pesadas e assassinaram muitos colegas e logo após cometeram suicídio. Nas cartas deixadas pelos suicidas, vemos referencias as constantes humilhações que passaram e que tomados pela depressão e transtornos de ansiedade não viram outra forma de acabar com o sofrimento que não fosse com o suicídio, mas não antes de levar todos os agressores consigo.

Uma explosão de raiva e ódio sem limites como reação ao que sofreram.

No Brasil, é mais raro acontecer assassinatos como resultado de anos de humilhações e agressores físicas que as vitimas sofrem. Porem, a taxa de suicídios é alta, mas infelizmente é velada. Medicamente o Bullying não é reconhecido como causadora de suicídios (que são atribuídos a depressão, que por sua vez foi resultado direto da vitimização).

Cyber Bullying:

Infelizmente, estão sendo criadas novas formas de humilhação. Alem do bullying tradicional que envolve humilhações e agressão física, hoje em dia temos o Cyber Bullying, que é a pratica de humilhação e exposição publica caluniosa e difamatória através da Internet. Essa é uma forma mais agressiva do Bullying tradicional, já que calunias e difamações por internet têm um alcance muito maior e conta com o anonimato do agressor. Ele não precisa mais ser uma pessoa forte ou popular, pode ser feita por qualquer um, inclusive vitimas em busca de vingança. Um exemplo claro são os perfis falsos em redes de relacionamentos.
Segundo a delegacia de crimes virtuais, essa é a pratica mais comum de Cyber Bullying. Cria-se um perfil falso da vitima com informações reais como telefone, endereço e fotos e se relaciona a comunidades que podem ser aversivas e difamatórias. Como uma mulher ter seu perfil com descrição de garotas de programa ou um menino ter seu perfil associado a comunidades ligadas a pedofilia ou mesmo fazendo montagens com fotos. Geralmente com fundo pornográfico.

Cabe ressaltar que não se tem uma legislação especifica sobre crimes virtuais, mas já existe jurisprudência no cyber espaço e em breve deve ser regulamentada leis especificas.

O Bullying marca vidas:

As marcas que ficam nas vítimas de bullying são muito fortes e infelizmente, na maioria das vezes mudam permanentemente a vida das vitimas. As marcas mais comuns são: Depressão, baixa auto-estima, muita dificuldade em relacionamentos sociais e muitas vezes transtornos de ansiedade se instalam.

O importante é ressaltar que o atendimento psicológico oferece resultados promissores em relação a todas essas marcas, principalmente as terapias de abordagem comportamental.
Claro que não se pode mudar o passado, mas com o atendimento psicológico podemos fazer um “controle de danos” e com isso saber lidar com os problemas decorrentes antes que esses se agravem.

Com os anos de atendimento clinico, percebo que as vitimas de Bullying paralisam e não conseguem ver que precisam de ajuda. Tenho percebido que o discurso é sempre depressivo e muitos acham que não tem possibilidade de mudar. Julgam que não tem nada a fazer alem de se acostumar e esperar o tempo passar para ver se melhora. Muitas vezes se sentem até responsáveis por serem vitimas. Infelizmente as coisas não funcionam assim e o tempo não ajuda a melhorar.

Mudar de escola resolve ?

Existe uma crença de que mudar de escola ou mudar de cidade vai fazer que a pessoa deixe de ser vitima. Infelizmente também não funciona, pois o padrão comportamental da pessoa em questão vai fazer com que seja atacada em qualquer lugar. Vai virar alvo na casa nova, na escola nova ou em qualquer lugar que esteja. O problema é o padrão comportamental que predispõe uma pessoa a ser vitima e esse padrão é justamente o que precisa mudar. Nesse ponto o atendimento psicológico de orientação Comportamental é fundamental, pois vai desenvolver novos repertórios comportamentais incompatíveis com o perfil das vitimas de Bullying (geralmente pessoas tímidas, caladas e com baixa auto-estima).

A vitima precisa de orientação. Isso inclui ir a delegacias especializadas em crimes virtuais ou então procurar atendimento jurídico, psicológico e medico sempre que precisar.

O Bullying deve ser sempre combatido e jamais tolerado em escolas ou qualquer outro lugar. Já se tem informações que esta dentro das empresas e academias. Cabe lembrar que não é só aquele que pratica o Bullying que é o agressor. Na verdade, os espectadores que não fazem nada e ainda dão risada da vitima que esta sendo humilhada é tão agressor quanto o Bullyer (como é chamado o agressor principal), são chamados de agressores passivos e são esses agressores que reforçam o comportamento do agressor que por sua vez aumenta muito a freqüência dos comportamentos agressivos pois obtém reforço social.

É um problema muito serio que marca vidas, talvez se as pessoas entendessem que Bullying não é bobagem e que não é uma brincadeira de mau gosto como muito se prega e sim uma agressão psicológica e muitas vezes física também que deixa marcas para toda uma vida.

Então, você quer ser uma vitima para sempre ou quer mudar sua vida?
Procure seus pais, o diretor da escola, um psicólogo qualificado e competente e conte o problema. Não se silencie, não deixe que a situação se agrave.

Por : Marcelo C. Souza

Crianças Birrentas- O que fazer?


Uma duvida muito frequente que aparece nos consultórios de psicologia e de educadores é relativa ao comportamento de birra. Hoje em dia vemos que as crianças aprenderam a conseguir tudo que o seu desejo quer atravéz de uma tatica manipulatória muito interessante. Usam uma habilidade incrivel de constranger os pais através de gritos, choro intenso ou mesmo comportamentos auto lesivos.


Os pais por sua vez por não aguentarem a cena do filho gritando e se debatendo em um ambiente publico acabam reforçando o comportamento de birra. A criança é condicionada, ou seja, a criança aprende que toda vez que se comportar de força birrenta vai ganhar o que quer. Isso acaba fortalecendo ainda mais o comportamento problema.

Os mecanismos que fazem a birra dar certo muitas vezes são sociais, pois os pais ficam muito constrangidos com o comportamento da criança e sentem que estão sendo julgados como pessimos pais pelas outras pessoas. Para acabar com a cena rapidamente, geralmente os pais acabam fazendo a vontade da criança criando um circulo vicioso , pois a consequência do comportamento da criança é sempre positivo e reforçador. Por outro lado tambem existe a dificuldade dos pais em lidar com o “sofrimento” do filho naquele momento pois acabam não suportando o choro do filho e não conseguem lidar com a situação.

O video nos mostra uma criança com comportamento altamente birrento e manipulador que a todo momento tenta chamar a atenção dos pais para aquilo que deseja no momento. Os pais da criança do Video parecem estar utilizando uma técnica comportamental muito eficiente chamada Extinção de respostas, onde a criança pode chorar a vontade que o comportamento de birra nao vai ser reforçado de forma nenhuma. Com esse procedimento se espera que a criança perceba que o seu comportamento birrento não vai ser consequênciado positivamente ou seja, mesmo que ela chore por horas a consequência reforçadora não vai ser apresentada levando o comportamento de birra a extinção.

O problema dessa técnica é que por definição quando tentamos extinguir um comportamento, a frequência de resposta desse mesmo comportamento vai sofrer um imenso aumento pois a criança vai tentar alcançar a consequência reforçadora e portanto vai aumentar a intensidade dos seus esforços.

No video percebemos claramente que a criança quando começa a entender que ninguem esta dando bola para a birra, ela varia o comportamento. Ela segue os pais e quando os ve cai no chão e retoma toda a série de comportamentos que outrora eram consequênciados positivamente.

Pelo video percebemos que o comportamento birrento é especialmente dificil de se extinguir e especificamente nessa criança, a birra é resistente a extinção. Pois provavelmente, ela foi reforçada de forma intermitente e intensa.

É preciso um treino com os pais para que a técnica seja aplicada com sucesso, pois muitas vezes os pais não conseguem ir até o fim por não suportarem o “sofrimento” do filho e acabam reforçando o comportamento depois de algum tempo. Isso é terrivel pois o esquema de reforço intermitente fortalece o comportamento problema enormemente, ficando cada vez mais dificil a extinção.

Em todo caso é muito interessante sempre consultar um Psicologo competente e qualificado para que todas as duvidas sejam dirimidas. Afinal, criar um filho é uma tarefa ardua. Mas que sempre é altamente recompensadora.

Por : Marcelo C. Souza - Psicólogo

Não se brinca mais como antigamente


Não se brinca mais como antigamente, isso é uma verdade incontestável. Atualmente com o avanço da tecnologia, as crianças encontram formas de divertimento puramente virtuais dadas por pais que tambem não tem tempo de estar investindo em atividades com seus filhos.
Computadores e video games substituiram completamente os jogos que eram tão conhecidos e praticados, principalmente na decada de 80. Amarelinha, pular corda, queimada, corrida… Uma infinidade de atividades que foram substituidas pela frieza e solidão do mundo virtual da Internet, Computadores e Jogos de Video Games.

É uma pena, pois os jogos ensinam as crianças como lidar com a frustração de uma derrota, aprendem como se comportar socialmente e desenvolvem formas sadias de lidar com a competitividade. Não apenas os jogos mudaram, mas as musicas e até as roupas. Hoje em dia não temos mais crianças e sim, mini adultos. As antigas canções de roda cantadas por gênios da Musica Brasileira como Toquinho e sua inesquecivel canção ” Aquarela ” foi substituidas pelas musicas carregadas de erotismo e duplos sentidos do Bonde do Tigrão ou da funkeira Tati Quebra Barraco.
 
As roupas foram modificadas, é comum ver crianças de 5 anos se vestindo como adultos, gravatas, mini saias, sapatos de bico fino e saltos-alto.A questão principal e o problema é que não existe espaço para crianças serem apenas crianças na sociedade moderna. Desde pequena já é introduzida no mundo virtual da internet, surfando sozinha por bits e mais bits conhecendo apenas nomes ou figurinhas em uma tela de computador. A competitividade é estimulada de forma muitas vezes cruel, buscando a destruição do adversario e não a união de forças ou mesmo a vitória sadia. O velho ditado popular ” O importante não é vencer…” caiu em desuso rapidamente e foi substituido quase que totalmente por um outro que diz ” Se não vencer, você não é ninguem…”.
O resultado de gerações de crianças que foram criadas para serem individualistas é assustador. É importante que as crianças sejam educadas dentro do mundo globalizado e altamente tecnológico dos dias atuais, mas também creio que é necessário treinar os educadores para continuar introduzindo valores éticos e morais para que essa criança não se perca entre o trabalho quase que 24h dos pais e a negligência das escolas.

É algo a se trabalhar muito, principalmente para os Psicólogos e Pedagogos. As crianças não conseguem mais ser crianças e isso em um intervalo de tempo de medio prazo é desastroso.

Por onde andam os brinquedos que até uma decada atrás divertiam de forma saudavel milhões de crianças ao redor do mundo ? Onde estão aqueles jogos que ensinavam as crianças que o importante não era ganhar a qualquer custo ( até ser desonesto ) e sim participar da brincadeira ?? Onde está o espaço onde a criança pode ser apenas criança ?

Realmente…

Não se brinca mais como antigamente.

Texto de Marcelo C. Souza - Psicólogo

Dependência Tecnológica

 
Com que frequência você negligencia tarefas para passar mais tempo online ou jogando?
Qual é a quantidade de tempo que passa em frente à telinha? Suas notas ou tarefas escolares sofrem por causa desse tempo? Com que freqüência você se sente deprimido, mal humorado ou nervoso quando está offline e esse sentimento vai embora assim que você volta a estar online?