Dependência Tecnológica

 
Com que frequência você negligencia tarefas para passar mais tempo online ou jogando?
Qual é a quantidade de tempo que passa em frente à telinha? Suas notas ou tarefas escolares sofrem por causa desse tempo? Com que freqüência você se sente deprimido, mal humorado ou nervoso quando está offline e esse sentimento vai embora assim que você volta a estar online?




Essas são questões que fazem parte de um teste formulado pelo Centro de Recuperação para Dependência de Internet, nos Estados Unidos.
 
No mundo em que vivemos, os celulares estão cada vez mais avançados, computadores e vídeo games de última geração e diversas outras coisas. Quase tudo que nos rodeia, está cada vez mais desenvolvido. Isto, aliado ao aumento de acessibilidade das pessoas a esta modernidade, confirma cada vez mais que as pessoas estão, de uma forma ou outra, intimamente ligadas à tecnologia.
 
Não seria diferente com as crianças e adolescentes, que a cada conversa com colegas na escola, trocam informações de aparelhos mais avançados, vídeo game mais real, jogos alucinantes, novos sites e blogs com informações sobre password, formas de jogar, como conquistar determinada arma ou alcançar algum objetivo. No dia seguinte, na escola, a troca continua, mas cada vez mais avançada, com outras fases, pois a tecnologia é muito atraente, extremamente rápida e o assunto de ontem, já é passado.

Os sofás das casas estão cada vez mais confortáveis e aconchegantes para que as pessoas fiquem cada vez mais tempo sentadas, obcecadas pela telinha. A cada momento, a liberação de dopamina no sangue ocorre e faz com que aquela criança queira ficar mais horas ao computador ou game.

A cada dia se confirma mais e mais uma das grandes queixas que ocorrem nesses últimos tempos nos consultórios, a psicopatologia contemporânea denominada Dependência Tecnológica ou Computador e Jogos de Vídeo Game.

Este vício cresce assustadoramente, atingindo cada vez mais crianças e adolescentes.

As crianças não controlam sua vontade, sendo impulsionadas a procurar a saciedade em suas casas ou lan house. Abdicam de comprar lanches nas cantinas das escolas para gastar em horas nas lan houses. As saídas com os pais vão diminuindo a cada fim de semana, até chegar o momento em que os sábados e domingos ficam entediantes e eles querem o quanto antes que chegue a segunda-feira para ficar mais tempo ao computador. As atividades sociais como ir à casa de amigos, festas, cinema ou algum outro programa diminuem drasticamente. Elas chegam a ficar horas no computador ou vídeo game, privando assim o sono e o descanso físico.

Usam mil justificativas para escapar de problemas da vida real. A criança vai se isolando, e deixando de lado qualquer atividade, relacionamento etc. Se, em algum momento percebem que podem ficar distantes da possibilidade de acessar o computador ou vídeo game, a irritação o envolve e o desconforto emocional aumenta.

O tempo passa e vai ficando cada vez mais difícil controlar o impulso e elas acabam perdendo o controle de sua vida, progressivamente.

As pessoas que estão ao seu redor demoram para perceber que estas crianças estão dependentes da tela. Vários aspectos podem reforçar o início da patologia, como os psicológicos (baixa auto-estima, depressão, fobias sociais, dentre tantos outros) e sociais (solidão, isolamento e o estilo de vida nos grandes centros urbanos).

Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, as crianças e adolescentes também sofrem a abstinência de estar longe do jogo e o desempenho nas tarefas corriqueiras diminui.

Nas principais cidades brasileiras existem pessoas especializadas no tratamento desta dependência; o que pode ser feito, com sessões de psicoterapia, a qual visa desenvolver a perspectiva do controle e da auto-regulação do uso do computador, além de orientar e esclarecer os pais com vista à contribuição no tratamento. Contamos também com a ajuda de psiquiatras para, caso necessário, auxiliar com algum tratamento medicamentoso leve.

É necessário que as pessoas voltem à atenção para este assunto; pois, no mundo que estamos, cada vez mais interativo tecnologicamente, precisamos controlar esses momentos das crianças e adolescentes para uma vida mais saudável.

Por: Simone Barbosa Pasquini

2 comentários:

Anônimo disse...

Nunca prestei atenção a esse assunto... realmente temos que observar melhor nossos filhos.

Simone Barbosa Pasquini disse...

Nossos filhos são bombardeados de tecnologia por isso este tema está tão em alta. É importante sim observarmos!
Abraços